Apesar das ações de conscientização, violência contra mulher ainda é realidade

Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, elas ainda lutam por direitos básicos e são vítimas de crimes. É o que aponta o levantamento Mapa da Violência de 2015. O Brasil é 5° no mundo onde mais se matam mulheres, em um ranking de 83 nações, são 4,8 mortes por 100 mil mulheres ao ano.

O levantamento também contabiliza ao menos 13 homicídios femininos por dia. O estudo foi feito entre os anos de 2003 e 2013 e mostra que nos últimos 10 anos o número de casos de violência contra a mulher teve um aumento de 21%. O Acre aparece como o 5° Estado onde mais se mata mulheres e Rio Branco a 9° capital.

E não é segredo para ninguém que a maior parte dos agressores, segundo os relatos das mulheres, é conhecida. Geralmente cônjuges, namorados e companheiros aparecem como responsáveis da violência.

Para combater esses e outros pontos como o empoderamento do gênero, várias mulheres fizeram um ato na manhã desta quarta-feira, 8, no Centro de Rio Branco. A secretária estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, Concita Maia, caracterizou o movimento como uma festa, também celebra as conquistas das mulheres.

“Chega de violência contra as mulheres, não somente a tipificada na Lei Maria Penha, mas, principalmente, a violência que exclui, a violência do preconceito. Então, estamos aqui contra o racismo, contra o preconceito, contra a misoginia e pela construção de uma sociedade de paz. Queremos a redemocratização do nosso país. É um dia de celebração, alegria, mas nós queremos 365 dias de respeito, 365 dias de inclusão, 365 dias de igualdade de oportunidade”, comentou a secretária.

No Acre, o ato organizado pela Rede Acreana de Mulheres e Homens, em parceria com as secretarias da Mulher do estado e município, reuniu mais de duas mil pessoas, segundo o Corpo de Bombeiros, na Praça da Revolução em Rio Branco.

Outro dado relevante sobre o universo feminino divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que 57,3 milhões de lares são chefiados por mulheres, isto é, 38,7% das casas.

Apesar da grande quantidade de famílias lideradas por uma mulher, o preconceito ainda impera no dia a dia delas.

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