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Hospitais de Manaus estão sem oxigênio para pacientes com Covid-19

Profissionais de saúde de Manaus (AM) relatam que o estoque de oxigênio para pacientes com Covid-19 chegou ao fim em hospitais da região. Nesta quinta-feira, 14, o vídeo de uma funcionária do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e Policlínica Dr. José Lins, no município, viralizou nas redes sociais. Ela relata que o oxigênio de toda a unidade acabou.

“Não tem oxigênio, é muita gente morrendo. Quem tiver disponibilidade, por favor, oxigênio, traga. Tem muita gente morrendo”, afirmou, em vídeo.

Falta de oxigênio nos hospitais causa colapso (Foto: Reprodução)

As imagens também mostram policiais militares entregando duas bombas de oxigênio para a unidade. “Peço que disparem esse vídeo para um monte de lugar, por favor. Tem um monte de gente morrendo, pelo amor de Deus”, diz a funcionária.

A reportagem tenta contato com a Polícia Militar do Amazonas para confirmar se a corporação está atuando na entrega de cilindros de oxigênio para o hospital, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto.

 

Hospital Universitário

Também há relatos de falta de oxigênio no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HGV), ligado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Em entrevista à Folha de S. Paulo, funcionários disseram que os pacientes estão recebendo oxigênio de forma manual.

De acordo com os trabalhadores da unidade, cada profissional consegue fazer o procedimento manual por até 20 minutos, tendo que ceder o lugar a outro técnico em seguida.

Em nota, o HGV informa que tem conhecimento de que a falta de oxigênio afeta não apenas a unidade, “mas toda a cidade de Manaus”.

A instituição de saúde ressalta que tem contrato vigente para fornecimento de oxigênio, mas não recebeu quantidade suficiente para atender os pacientes internados.

“Mesmo estando em contato com a fornecedora e até mesmo outras empresas há dias, o HUGV/Ebserh não recebeu o suficiente para atender a sua demanda”, informou o hospital, em nota.

Além disso, a instituição de saúde afirma que recebeu oxigênio para estabilizar, “temporariamente”, o estado de saúde dos pacientes, e que “continua não medindo esforços para normalizar a situação”.

Em nota, a Associação dos Docentes da Ufam (Adua) denunciou a “gravíssima omissão institucional” das autoridades federal, estadual e municipal com a região. “Mesmo dispondo de meios e poder, negligenciam, de forma criminosa e injustificável, sua obrigação de garantir à população o direito constitucional à saúde e integridade da vida”, escreveu a associação.

A Adua também pediu, de forma emergencial, a vacinação para todos, a suspensão imediata das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e a disponibilização de hospitais da rede privada para atendimento a toda a população, tendo em vista o colapso no sistema de saúde em Manaus. Leia a nota na íntegra. (Rebeca Borges / Metrópoles)