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quedas de árvores

Cinco dias depois, Defesa Civil ainda atende notificações da última tempestade

Trabalho de retirada de árvores é delicado e pode durar até 5 horas

Retirada de árvores leva cerca de 1h até 5 horas. (Foto: Corpo de Bombeiros)

A última forte chuva que afetou Rio Branco, no dia 24 de setembro, foi classificada como a pior das quatro que atingiram a capital, pela Defesa Civil Municipal.  Ao todo, foram 20 bairros atingidos e 68 notificações de quedas de árvores que o órgão recebeu e ainda está atendendo, trabalho que pode durar entre uma a cinco horas.

A demora ocorre pelo cuidado que a ação demanda, por tratar, principalmente, de residências. “As árvores que caem sobre as residências causam estragos, então para que a gente não agrave os estragos nós temos que tirar com todo cuidado.  São trabalhos que levam de 1h a 4h ou 5 horas  para atender cada ocorrência. São cinco dias passados a gente continua com a necessidade de atendimento em diversos bairros”, relata Major Falcão, coordenador da Defesa Civil de Rio Branco.

Com previsão de outras tempestades semelhantes ou até piores que a última, o Major afirma que a Defesa Civil está se preparando para coordenar as outras secretarias, municipais e estaduais, nos próximos dias, na questão da logística.

“Temos diversas dificuldade para atender as ocorrências, principalmente no reestabelecimento da ordem porque são muitas casa atingidas, prédios, ruas, suspensão de energia… Mas estamos sempre atuando e quando o evento acontece nós começamos imediatamente durante o evento e nosso trabalho vai se prologando por dias. Em casos como estes, podemos demorar um dia para restabelecer o cenário, às vezes uma semana, dez dias ou até mesmo um mês”, explica.

As outras tempestades que afetaram a cidade em setembro foram nos dias 6, 9 e 21, uma outra chuva semelhante foi registrada em junho, totalizando cinco tempestades no ano, até o momento. Em média, as chuvas duraram entre 40 minutos a uma hora e cerca de 20 bairros foram afetados.

No primeiro caso, 6, os bairros do Segundo Distrito foram os mais afetados. Já na segunda chuva, 9, a região do Bosque, no Primeiro Distrito, foi a mais afetada, enquanto a terceira tempestade foi menos intensa e mais generalizada.

Fachada da fábrica Miragina, no Aviário, desabou com o último vendaval.

Danos da última tempestade

No dia 24 de setembro, as regiões da Vila Ivonete, Village e Bosque foram as mais atingidas pela tempestade. No Aviário a forte chuva derrubou a fachada de uma fábrica de bolachas e chegou a quebrar o vidro das janelas da Organização em Centros de Atendimento (Oca), no Centro. No Círculo Militar, o telhado da academia e dos restaurantes também foram danificados.

Um vídeo registrou o momento em que uma sorveteria, localizada no Conjunto Village, teve a cobertura arrancada pela tempestade. No Pronto Socorro, funcionários registraram a água que inundou alguns corredores do Hospital. No clube do Vasco, na Cohab do Bosque, uma árvore caiu em trecho da entrada e afetou a energia elétrica do local.

Veja também: Vendaval destrói cobertura do restaurante e da academia do Círculo Militar