O que esperar do novo ano? – Jornal A Gazeta

O que esperar do novo ano?

Na cobertura “jornalística”, momentos antes da passagem (Réveillon) de Ano Novo, nas praças, nos bares, na praia, nas lojas, nas ruas de um modo geral, dos quadrantes da nação, a pergunta que fez mais eco foi: O que esperar do ano de 2020?

Muitas e diversas foram às respostas dos brasileiros tendo em vista, sobretudo, melhorias da via crucis de cada um. A propósito, o povo brasileiro, muito eufórico e otimista toda a vida, a cada novo ano, se enche de expectativa e esperança de um dia ter: mais emprego, menos violência; mais qualidade de vida, casa própria; mais segurança nas ruas dos centros urbanos; saúde, educação, transportes e; um parlamento voltado unicamente para os interesses da nação.

Almejamos, todos, que os atuais congressistas tenham a grandeza de apagar da mente da nação brasileira o alto índice de descrédito que a população brasileira detém pelo Congresso Nacional, ocasionados pelos vexatórios escândalos políticos. Do mesmo modo, precisam resgatar, o respeito Nacional pela classe política como a arte de bem governar e legislar os negócios públicos, pois o preconceito generalizado na atualidade, em  relação à atividade política, é vista como prática pouco favorável  à conduta regida por princípios éticos. Tal aviltamento é reforçado por aquela concepção, atribuída a Nicolau Maquiavel, de que ética e política, atualmente, estão em campos antagônicos.

Este é o apelo da massa sofrida. A resposta dos ricos, quando perguntados, está em outro patamar ou sarrafo!

De minha parte anseio por ver, em 2020, um país com menos desigualdades sociais. Afinal de contas, o Brasil, quando o assunto é desigualdades sociais abrolha, de norte ao sul do país, o velho clichê de que as grandes riquezas existentes estão concentradas nas mãos de apenas 10% da população. Isto é, riquezas imensuráveis continuam nas mãos de poucos enquanto a miséria é privilégio de muitos.

No Brasil, um campeão mundial de desigualdades sociais, temas sobre a fome e a miséria, que assolam os quatro cantos da nossa nação, só não ocupam diariamente as principais manchetes dos telejornais, jornais impressos e virtuais porque nós, consumidores de notícias, somos ávidos por novidades e exigimos assuntos novos.

“De minha parte anseio por ver, em 2020, um país com menos desigualdades sociais”

Alguém pode dizer que essa “desigualdade esmagadora” é a realidade da história da humanidade, com tendência a se perpetuar,  pois que chegou até aqui debaixo de grande dilema, o dilema do paradoxo humano, na minha ótica sem solução terrena, da convivência dos dominadores, ricos e poderosos, com os dominados, pobres e miseráveis, e das diferenças entre países de primeiro mundo com países emergentes do terceiro mundo.

Essa é uma verdade inegável, pois o conceito de desigualdade ou estratificação social indica que os homens estão colocados em posições diferentes no que respeita ao acesso aos bens sociais a que todos, em geral, aspiram, mas cuja disponibilidade é escassa.

No caso do Acre, Estado como muita sofrência, estamos vivendo, novamente, o fenômeno natural da enchente, que atinge diretamente quem está em patamares sociais desiguais. No Taquari, por exemplo, sobrevive gente pobre esbulhada; gente estigmatizado, pelos marqueteiros de políticos profissionais, como pessoas que estão oscilando entre as classes C e D, na hierarquia social dos mais pobres. É gente que vai viver mais uma vez, se o rio continuar subindo como estar, em condições habitacionais desesperadoras.

Quem reside no Ipê não passa pelas mesmas agruras de quem mora no Taquari. Nada contra em morar no Ipê, uma vez que lá estão os que ascenderam as três dimensões essenciais do processo de estratificação social, obviamente que em nível de Acre. As três dimensões são: riqueza, prestígio e poder.

Mas, isso é outra coisa!

Então, Feliz ano 2020, com saúde, paz e menos desigualdades sociais.

Assuntos desta notícia