Acre entra na era da produção de pesquisa científica em Saúde Pública

O Acre acaba de dar mais um salto de qualidade do ponto de vista da ciência e da pesquisa em saúde pública. Diretores do Instituto “Evandro Chagas”, um dos mais prestigiados centros de pesquisas em saúde pública do mundo, sediado em Belém (PA), estiveram em Rio Branco ontem, para a formalização do tratado de cooperação técnica entre a instituição e o Governo do Estado. A parceria, além de permitir análises laboratoriais de imediato em diversas áreas, também permitirá a instalação de uma central de pesquisas avançadas no Estado.

A formalização da parceria, que já vinha acontecendo desde o início do segundo semestre deste ano, foi formalizada através do secretário de Saúde, Osvaldo Leal, e o diretor do Laboratório Central (Lacem), o biomédico Thiago Neves, pelo Governo do Estado, e os pesquisadores João Carlos e Elisabeth Conceição de Oliveira Santos, pela  diretoria do Evandro Chagas. O senador e médico Tião Viana (PT-AC), articulador da vinda do Evandro Chagas para o Estado, atuou como testemunha do convênio.

De acordo com o senador, a idéia é que uma unidade do Instituto Evandro Chagas seja  instalada no Acre para abrir a perspectiva para o desenvolvimento científico no Estado e assim permitir o reencontro entre o saber e a ciência médica do Instituto – “que são quase secular e como um dos maiores centros avançados do mundo em algumas áreas de saúde” -, com os pesquisadores e cientistas que estão surgindo no Acre. “Isso traz uma enorme esperança de que o Estado possa entrar de fato na era da produção científica e oferecer uma enorme contribuição amazônica para o Brasil”, disse o senador Tião Viana. “A vinda do Instituto Evandro Chagas para o Acre representa a continuidade da transferência de conhecimento científico que havia antes entre o Pará e o Acre, estados que têm grande envolvimento histórico e até sentimental, ficando um nas cabeceiras dos rios amazônicos e o outro, na foz do Rio Amazonas, e que, em termos epidemio-lógicos, tem as mesmas dificuldades”, acrescentou.

Para o senador, o Pará, onde está a sede do Evandro Chagas, durante muitas décadas, foi o centro de transferência do conhecimento em saúde pública no país, conhecimento que  era geralmente importado da Europa. Por isso, estados isolados como o Acre, na avaliação do senador, ficavam aquém do conhecimento que era transferido em maior escala para os estados do centro-sul. “Agora, com maior abertura nas comunicações, estamos podendo participar da transferência do conhecimento que antes era transferido apenas para os grandes estados”, disse o senador.

“O Instituto representa um avanço fundamental para a qualidade da pesquisa realizada no Estado e estímulos na formação de novos pesquisadores, na melhoria da pesquisa nos cursos de Medicina e de Enfermagem da Universidade Federal do Acre e na pesquisa básica, que é a pesquisa de bancada que ele (o instituto) faz muito bem”, destacou o secretário Osvaldo Leal. “Levando em conta a epidemiologia do Acre, essa possibilidade é uma grande injeção de ânimo para as possibilidades de pesquisas científicas e de novas descobertas em saúde pública no Estado”, acrescentou.

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