E as empresas?

Louvável essa iniciativa do Rbtrans de lançar uma campanha educativa nos ônibus. O ideal, porém, é que lançasse também uma campanha de fiscalização das empresas que exploram esse serviço.

Sobre a campanha com os usuários, o Rbtrans visa, entre outras coisas, conscientizá-los para evitar práticas indevidas, como jogar lixo nos veículos ou pelas janelas, depredações, respeitar idosos e deficientes, não ouvir música em volume alto, entre outras.

Nada a opor, evidentemente, em banir essas práticas e levar os usuários a um comportamento digno, racional.

Contudo, é preciso também que se cobre das empresas de transportes coletivos suas obrigações. Entre elas, colocar veículos em condições de trafegabilidade (e não suca-teados), higienizados, com motoristas e cobradores treinados e educados no trato com os passageiros e, sobretudo, uma frota suficiente para atender a demanda.

O que se observa é que nos horários de maior movimento a frota já não é suficiente, provocando com isso as superlotações.

Os técnicos do Rbtrans e qualquer pessoa de bom senso hão de convir que fica difícil exigir um comportamento exemplar dos passageiros sendo transportados em condições tão adversas.  

 

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