Matando e morrendo

Qualquer pesquisa que se faça sobre as ocorrências no setor policial, vai-se chegar a uma triste, pungente realidade: nossos jovens estão matando, estão morrendo.

Ontem mesmo a mídia estampou as mortes de dois jovens, um de 25, outro de 22 anos, tio e sobrinho, assassinados a tiros depois de uma briga em um bar por motivo banal. Provavelmente, no decorrer das comemorações do final do campeonato brasileiro de futebol.

Aliás, se se fizer outro levantamento, vai-se chegar à outra conclusão, segundo a qual, a maioria dos detentos que atualmente lota os presídios do Estado é também de jovens.
Alguém poderia argumentar que esses dados devem ser considerados normais, próprios da idade.

Não é bem assim. Alguma coisa está errada e muito errada. O que se observa, a partir da motivação desses crimes e prisões, é que se está perdendo a noção dos valores mais elementares, como o da própria vida, do respeito ao outro, da solidariedade.

A partir dessa constatação, não há como não questionar a educação que se está passando à juventude, em casa, nas escolas, nas igrejas, nas instituições públicas. Que sociedade é esta que se está construindo, na qual, a diversão, o carro, a bebida, as drogas, sempre em excesso, se transformam em armas letais, sobrepondo-se a quaisquer valores, até mesmo ao bom senso? 

 

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