Escola alfabetiza 45 pais de alunos

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Iniciativa aumentou rendimento escolar e baixou a evasão

  Orgulhosos, Francisco Mendes e a esposa exibem o certificado ao lado do filho (Foto: Eunice Caetano/SEE) A alegria e a emoção tomaram conta na tarde de ontem, 10, dos funcionários, estudantes e professores da Escola Georgete Eluan Kalume com a formatura de 45 pais no curso de alfabetização, que durante oito meses frequentaram a sala de aula todos os dias deixando de lado os afazeres e responsabilidades domésticas. O esforço e a dedicação foram coroados com a entrega do certificado pelo Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA).

“Estou muito feliz e realizada, pois aprender ler e escrever me deu a oportunidade de sentar na mesa com meus filhos e ajudá-los nas tarefas da escola, além de me comunicar melhor com as pessoas”, declarou a dona de casa, Mônica Suely, de 31 anos e mãe de dois alunos que estudam na instituição.

O projeto intitulado Pais e Filhos Alfabetizados foi idealizado pela equipe técnica da escola após pesquisa com os familiares dos alunos, em que se detectou número bastante expressivo de pais analfabetos. Outro fator observado, e que contribuiu para a ação foi o desinteresse de algumas crianças pelas atividades escolares e tarefas de casa, além da falta de envolvimento em sala de aula. Depois da iniciativa a escola já conseguiu, além da alfabetização dos pais, diminuir a evasão e melhorar os índices de aprendizagem, comprovados nas avaliações.

Se para dona Mônica, a alfabetização contribuiu para diminuir a timidez, para Maria Brasiliana um dos benefícios foi se corresponder com o marido pelo celular por meio de mensagem. “Achei maravilhoso poder ler e responder as mensagens que meu esposo me envia. Quando recebia seus recados ficava muito triste por não saber retribuir”, comenta.

Ministradas por voluntários, as aulas do Mova possuem uma metodologia que procura se adequar a realidade do educando, com conteúdos que se identificam com o dia a dia dos mesmos, possibilitando uma relação entre o saber e a experiência de vida que eles trazem, com o ensino tradicional. “É um orgulho para mim poder trocar conhecimentos com pessoas tão experientes. Cada um traz uma lição de vida, que me estimula a continuar com esse trabalho. Foi prazeroso esse convívio” , afirma o professor Hélio Silva, que mesmo dando aulas em duas escolas, ainda encontrou tempo para ser voluntário do programa.  (Agência de Notícias do Acre) 
  
 

 

 

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