Walter Prado promete levar cúpula do sistema penitenciário à Aleac

Os deputados de oposição aguardam há muito tempo essa ocasião. O deputado Walter Prado promete levar à Comissão de Direitos Humanos da Aleac a cúpula do sistema penitenciário acreano. Num pronunciamento ontem, o parlamentar garantiu que os gestores deverão aceitar o convite. “Foi apresentada à Comissão dos Direitos Hhumanos da Aleac uma pauta de reivindicações em relação ao sistema carcerário acreano. Tem vários itens que são previstos nas Leis de Execuções Penais. Como também sou membro do Conselho Penitenciário, a gente pode discutir essa pauta de maneira serena e tranqüila, sem que nada possa afetar o tema de segurança do sistema penitenciário”, explicou.
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O parlamentar já adiantou que pretende realizar o encontro entre os gestores e os deputados na próxima terça-feira. “Quero que eles tenham conhecimento da pauta e possam vir preparados. Será um encontro aberto, dentro da Comissão de Direitos Humanos. Senão houver um atendimento ao convite, isso poderá acontecer via convocação. Mas prefiro convidar num primeiro momento”, salientou.

Debate aguardado
Um dos principais líderes da oposição, o deputado Luiz Calixto (PSL) aplaudiu a iniciativa do seu companheiro governista. Mas deixou de transparecer uma certa ironia. “Fiquei satisfeito porque em diversas oportunidades pela via regimental tentamos trazer essas pessoas para que prestassem contas das suas atividades. Mas a bancada governista para blindá-los votou contra. Agora, partiu de um influente deputado governista que disse que vai trazer os gestores à Aleac. Ao virem aqui serão ouvidos com muita educação, mas terão que ouvir também as críticas que nós gostaríamos ter feito há muito tempo”, ressaltou.

Quanto aos pontos passíveis de críticas, Calixto destacou: “nós temos um problema de gestão que é muito dinheiro para pouca qualidade. O Estado gasta um absurdo com alimentação e contratou centenas de agentes penitenciários, mas não investe na construção de presídios. O que se vê são denúncias de péssima alimentação e maus- tratos dos presos e das suas famílias que são humilhadas. É preciso entender que quem tem que pagar o crime é o apenado e não os seus familiares. É constrangedor ver uma senhora de 60 anos de idade sob o sol escaldante numa fila para visitar o seu filho. Ela é mãe ou avó de um reeducando, mas quem cometeu o crime não foi ela. Queremos, sobretudo, respeito às famílias e que os presos sejam tratados com o rigor da lei”, argumentou.

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