Acreanos vão às ruas comemorar vitória do Brasil

A vitória de 3 a 0 da Seleção Brasileira sobre a Chilena fez com que os acreanos esquecessem que ontem era uma segunda-feira, e não queriam saber de nada mais além do que comemorar. Como não poderia deixar de ser, o ponto de concentração para os torcedores foi o Parque da Maternidade. Logo nos primeiros minutos após o fim da partida, o local já aglomerava pequenos grupos de torcedores que só desejavam extravasar a alegria da classificação para a próxima fase da Copa do Mundo 2010.
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Com cornetas, tambores, perucas e chapéus exóticos a festa era contagiante. A falta de uma estrutura para animar os rio-branquenses não tirou o brilho da comemoração. As músicas saídas dos sons automotivos dos torcedores era o único ritmo para embalar. Poucos banheiros químicos foram disponibilizados, obrigando os mais “apertados” a procurar um “cantinho” discreto.  

Antes mesmo da chegada dos torcedores, o Detran já tinha interditado as vias que dão acesso ao ponto de aglomeração. Com o espaço garantido, e seguro, a festa entrou noite adentro e não teve hora para terminar – mesmo que para muitos hoje fosse preciso estar cedo no trabalho. Pelo perfil dos mais extrovertidos – efeito provocado por algumas doses de cerveja – a maioria é pes-soas jovens e que, talvez, não precisam passar o cartão, ou colocar a impressão digital que registra a presença.

Mas os pais não queriam resumir a vitória somente em casa. Nos parques infantis, eles cuidavam dos filhos que, sem muita noção do que é uma Copa do Mundo, só queriam se divertir nos brinquedos. Desde cedo a meninada é doutrinada a ter amor pela Seleção penta-campeã. Os pequenos uniformes canarinhos davam uma alegria a mais à criançada.

Amarelo, azul, verde, branco; não importa a cor. A vitória de ontem representou uma reconquista da confiança dos brasileiros na Seleção de Dunga. Depois de um empate desmotivante diante de Portugal, muitos não acreditavam que o Brasil avançasse para a próxima fase. “Que venha a Holanda”, gritavam os acreanos, numa referência ao próximo adversário do Brasil no mundial.

O Parque da Maternidade se resumiu ontem no que representa a Seleção Brasileira. Pessoas dos mais distintos credos, classes sociais e opiniões unem-se em torno de um mesmo propósito. É ali também onde flamenguistas e fluminenses, são-paulinos e corintianos esquecem suas divergências, e se abraçam quando o objetivo é transmitir confiança e raça para os jogadores na África do Sul.

Para muitos dos torcedores, o melhor foi o Brasil ter vencido o Chile com o resultado mais vantajoso do que os rivais argentinos. Enquanto o time de Maradona levou um gol do México, Júlio Cesar não viu sua rede balançar. Alguns acreanos corajosos se atreveram a vestir o azul e o branco da camisa argentina; o resultado não poderiam ser outro: todos olhavam com um ar de reprovação e faziam chacotas. O Sol da bandeira argentina ficou somente nos céus da Capital.

O forte calor de ontem foi amenizado pelos ventos que atingiram a cidade. Depois da euforia e da alegria da classificação, agora é hora de curar a ressaca e voltar ao ritmo normal da vida, pois sexta-feira tem mais.   

Queda de energia deixa moradores do Tropical sem ver o 2º tempo
Uma queda de energia que atingiu partes do bairro Tropical deixou os moradores sem assistir o terceiro gol da Seleção Brasileira. Revoltados, eles tiveram que improvisar para acompanhar o jogo até o final. A Eletrobras/Acre confirmou o problema, mas não soube informar o seu motivo. Os moradores foram informados de que a energia seria restabelecida entre 30 a 40 minutos, quando o juiz já tinha apitado o fim da partida. 

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