Boi no pasto

A inauguração ontem da nova sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, um imponente prédio localizado no Bosque, é uma amostra da boa colocação que este setor alcançou na economia do Estado.

Depois de um começo problemático, gerando conflitos agudos pela posse da terra, culminando com mortes de líderes sindicais, com a devastação da floresta, nos últimos anos os próprios pecuaristas acabaram entendendo que há limites nessa ocupação.

Melhor ainda. Acabaram por compreender que não podem alargar indefinidamente o tamanho de suas fazendas, que não podem mais derrubar e queimar, irresponsavelmente. Sobretudo, parecem ter entendido que, mais do que o tamanho de suas fazendas, o fundamental agora é investir em produtividade através de técnicas modernas na formação dos seus rebanhos e na comercialização.

Agora, por exemplo, que se abre a perspectiva de exportação, com a instalação da ZPE (Zona de Processa-mento e Exportação) e a abertura da Interoceânica, o setor teria tudo para dar uma valiosa contribuição à economia do Estado. Para tanto, precisa preparar-se, tornar-se competitivo e não só criar e engordar boi no pasto.

 

 

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