Refém dos ‘apagões’

O que dizer ainda sobre mais esse “apagão” que deixou o Acre e Rondônia no escuro anteontem por mais de duas horas? Mais do que transtornos menores, a conclusão é a de  que o Acre não tem um sistema de fornecimento de energia confiável e seguro e isso pode ser comprometedor para seu desenvolvimento.

Que o fornecimento de energia esteja ligado ao sistema nacional pode ser a solução para o futuro. É assim que vai funcionar. O que não se pode aceitar é que, neste começo, o Estado fique completamente à mercê e refém de ajustes que ainda estão sendo feitos e acabam por impingir à população esses blecautes nas horas mais impróprias, causando sérios prejuízos.

O que não se entende é porque se permitiu que as usinas que antes geravam a energia para o Estado foram desativadas e sucateadas, quando nessas horas poderiam entrar em funcionamento e suprir pelo menos em parte a geração.

O fato é que esses blecautes ou “apagões” vêm se repetindo com freqüência. Deixam o Estado completamente isolado, porque interferem também no sistema de comunicações, e alguém – os governantes, a classe política – precisa reagir, exigindo das autoridades e empresas do setor soluções para o grave problema.

 

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