Sociedade livre

Dois aspectos a se levar em conta nesses dias que precedem as eleições: o primeiro, o combate à compra de votos; o segundo, que não se transformem as eleições em uma “parada militar”, subtraindo-lhe o seu lado cívico, popular. Ou para usar uma expressão que será sempre atual, a “maior festa democrática” de uma sociedade livre.

Tudo o que for feito para combater e tolher a famigerada compra de votos, através dos mais diversos ardis engendrados por candidatos inescrupulosos, deve ser apoiado. Eleições devem ser sempre livres, sem qualquer tipo de manipulação da consciência do eleitor. Sobretudo, valendo-se de suas necessidades.

Isso, entretanto, não deve impedir que os candidatos se manifestem, dentro do que a legislação lhes permite, e façam aquilo que lhes é permitido: que saiam às ruas, que vão aos bairros, colônias, rios, e floresta pedir o voto do eleitor.

Do mesmo modo, nada pode impedir que o eleitor se manifeste e vá às urnas com a consciência e satisfação de estar exercendo o direito por excelência na democracia de exercer o seu voto.

Esquemas de segurança, polícia nas ruas são necessários. Mas para proteger os cidadãos de abusos e não para tolhê-los ou amedrontá-los.

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