Não há como fugir

O Rio Acre começa a dar os primeiros sinais de vazante, o que não significa que os problemas das famílias desabrigadas acabaram. Ao contrário, no retorno para suas casas, nos próximos dias, as dificuldades vão continuar e até mesmo se agravar.

Como se sabe e se tornou praticamente praxe, a maioria dessas famílias perde praticamente tudo ou o pouco que tem. E porque essas calamidades sempre castigam os mais pobres significa que terão que recomeçar suas vidas do nada, com tudo o que isso representa para elas.

Daí, a necessidade de insistir em um debate mais aprofundado sobre esse drama que se repete quase todos os anos. Um debate que suscite soluções mais definitivas e honestas, sem o falso argumento ou o conformismo de que se trata de uma situação que não se pode mudar. Alguns chegam a falar em uma “cultura”. Só se for a “cultura da miséria”.

Não há como fugir da assertiva que construir casas populares em áreas mais elevadas da cidade é ainda a melhor solução. Investir nesses bairros reconhecidamente insalubres, inviáveis é condenar essas famílias a uma situação de pobreza e desperdiçar, jogar dinheiro público fora.

 

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