Correta e necessária

Correta, sob todos os aspectos, essa medida do Governo em determinar prioridade às indústrias locais no fornecimento de móveis para as repartições públicas. Aliás, em anos passados, já se fez isso, mas a fúria de uma fiscalização ambiental caolha acabou por alijar o setor moveleiro, transformando pequenos e médios empresários em vilões.

É correta porque, em primeiro lugar, visa aproveitar um dos maiores potenciais ou ativos econômicos que o Acre dispõe – a madeira. Retirada e processada sob a técnica do manejo florestal, não há nada de errado em aproveitá-la. Burrice é deixá-la apodrecer dentro da mata ou mesmo nas pastagens, como se vê ao longo das rodovias.

É correta também porque se trata de um setor industrial, constituído, sobretudo, por pequenos e médios empresários ou mesmo familiar, gerador e multiplicador de empregos.

Por último, porque em incentivando a produção local, o Estado estará poupando divisas, na medida em que se tornará menos dependente de outros centros. Não tem nenhum sentido o Estado fornecer madeira em toras a preço de banana para outros centros e depois importar móveis acabados a preço de ouro. É outra burrice e tanto.

 

 

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