Superar a “coivara”

As previsões da meteorologia indicam e a experiência também que este lado da Amazônia Ocidental, incluindo o Acre, entra neste final de agosto e começo de setembro no estágio mais crítico do período de estiagem ou do chamado “verão amazônico”. A seca se aprofunda e todo o cuidado é pouco com o uso do fogo tanto nas cidades como na zona rural e floresta.

Mesmo com todas as campanhas que já se fizeram para evitar as queimadas, o hábito – ou a necessidade, no caso dos produtores rurais – ainda persiste. Nas cidades, os incêndios ainda são constantes e as conseqüências quase sempre trágicas, como se noticiou ainda ontem a morte de um bebê esturricado dentro de uma rede.

Se na zona rural é preciso conciliar a necessidade de preparar o solo para o plantio, nas cidades já não se admite mais este tipo de prática que, em muitos casos, chega a ser criminosa, considerando a gravidade da situação. Os órgãos de fiscalização precisam, pois, ser mais rigorosos com quem ainda insiste neste tipo de crime ambiental.

Sob todos os aspectos, fogo, queimadas não combinam com a Amazônia e é preciso insistir na educação e conscientização de superar o estágio atrasado e deletério da “coivara”.

Assuntos desta notícia


Join the Conversation