Gol e TAM emitem relatório que aponta falhas graves na pista do aeroporto de Rio Branco

As companhias aéreas Gol e TAM requisitaram a uma empresa especializada que fizesse um relatório detalhado sobre a pista do Aeroporto de Rio Branco (Plácido de Castro). E o resultado não foi diferente do que a população tem visto nos últimos anos. O estudo identificou que a pista apresenta falhas graves ao longo de vários trechos dos seus 2.158 metros de extensão.

 Os principais problemas apontados no relatório divulgado pela Gol e TAM foram: alto risco da aparição de novas rachaduras, além das atuais; desnivelamentos no relevo do asfalto da pista; pintura horizontal desgastada e falta de iluminação (o que dificulta a visibilidade pra manobras); e, sobretudo, a não utilização do equipamento para pouso nos dois lados (cabeceiras) da pista – para este último a justificativa da Infraero é de que as aterrissagens são feitas, na sua maioria, apenas de um lado da pista (além de o custo para ter o aparelho nos 2 lados ser alto demais).

 As empresas decidiram encomendar o estudo após se cansarem dos danos gerados pela pista. Em fevereiro do ano passado, a Anac acabou com a restrição de aeronaves. No entanto, a liberação da pista e os serviços emergenciais de reforma não foram suficientes para pôr fim aos entraves na pista. E tais problemas foram crescendo até fazer as 2 empresas aéreas requisitarem o estudo (a Gol foi mais além e adotou a medida de retirar 2 voos da Capital).

 E este apontamento das companhias foi outro grave indicativo constatado no relatório. Segundo o documento, a pista, independente de reformas, não tem mais estrutura em seu asfalto para resistir ao peso das aeronaves. Um problema que aparece muito em questão de o trabalho.

 A Infraero informou que após receber o relatório deve tomar todas as providências possíveis para tentar atendê-lo, integralmente.

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