Acre foi o estado da Amazônia Legal que menos desmatou no 1º trimestre deste ano

Em um cenário climático marcado por chuvas e até por uma grave alagação no 1º trimestre deste ano, as queimadas não tiveram vez no Acre. De acordo com dados divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) na última quinta-feira (5), através do seu índice de alerta de desmatamento e degradação, o Acre foi o estado da Amazônia Legal com o menor volume de áreas desmatadas no 1º trimestre de 2012: 0,61 Km², ou 610 m².

Com efeito, dos 388,13 Km² que foram desmatados na Amazônia em janeiro (21,89 Km²), fevereiro (306,62 Km²) e março (59,62 Km²), a representatividade do Acre foi de apenas 0,157%. Em outras palavras, o índice de desmatamento local foi mais de 636 vezes menor do que o de toda a região.

Ainda segundo as estatísticas do Inpe, nos meses de janeiro e fevereiro não há registros de queimas locais. Isto é, todos os 610 m² desmatados no Estado aconteceram em março.

Desmembrando estes 388 Km², o Mato Grosso foi o campeão de desmates do 1º trimestre com 329,93 Km² (8,04 Km em janeiro, 285,46 Km² em fevereiro e 36,43 Km² em março), seguido do Pará, 31,01 Km² (9,89 Km² em jan., 13,03 Km² em fev. e 8,09 Km² em mar.),  e de Rondônia, 12,31 Km² (0,56 Km² em jan., 5,89 Km² em fev. e 5,87 Km² em mar.). Na sequência, vêm Roraima, com 5,64 Km² desmatados (1,55 Km² em fev. e 4,09 Km² em mar.); Amazonas, com 4,53 Km² (tudo em março); Maranhão, com 3,24 Km² (2,54 Km² em jan. e 0,7 Km² em fev.); Tocantins, com 860 m² desmatados (tudo em janeiro); e o Acre.   

Vale destacar que os números do desmatamento no Amapá não constam na pesquisa do Inpe. Vale também destacar que o sistema Deter do Inpe utiliza imagens de um sensor com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares (ou seja, áreas inferiores a isso não são detectadas). O monitoramento do Inpe também pode sofrer intervenção com o movimento das nuvens. 

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