Grupo chinês suspeito de enganar acionistas no Acre também é investigado no Pará e RO

O grupo empresarial chinês Sustainable Forest Holdings Limited – SHF (Susfor, sediado em Hong Kong), que é investigado por uma série de crimes no Acre, também é alvo de inquéritos da Polícia Federal no Pará. Segundo denúncia prestada pela PF/PA, o grupo é acusado de montar empresas de ‘fachada’, com objetivo expresso de fraudar documentos para participar da licitação da Floresta Nacional (Flona) de Saracá/Taquera. O lugar – que é famoso por ser a 2ª floresta pública licitada do país – abrange uma área de quase 430 mil hectares, entre os municípios paraenses de Oriximiná, Faro e Terra Santa, Oeste do Estado.

O caso começou em 2010. Na ocasião, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) desclassificou a empresa Universal Timbers Resources do Brasil (UTR – que seria a ‘representante’ da Susfor no país) do processo licitatório da Flona Saracá Taquera. A medida foi tomada por decisão do diretor-geral da SFB, após os indícios de irregularidades nos documentos pra concorrer a licitação. Uma certidão negativa foi apresentada sem o selo de autenticidade.

“É uma decisão razoável, proporcional e legal, pois existe violação expressa de dispositivo legal essencial à lisura e boa-fé das licitantes”, disse Antonio Carlos Hummel, sobre a desabilitação dos documentos da parceira brasileira da Susfor.

Além dos documentos inaptos, a desclassificação da UTR foi motivada por diferenças no balanço patrimonial. O grupo teria apresentado um patrimônio líquido de R$ 99 milhões, só que o seu saldo certo seria de R$ 7,6 milhões, segundo análises feitas pelo SFB.

No Acre, o grupo Sustainable Forest Holdings Limited – SHF (Susfor) é investigado por enganar acionistas acreanos com documentos prestando informações falsas. Em outros lugares do mundo, além do Brasil, o grupo chinês é acusado de lavagem de dinheiro, crime ambiental e formação de quadrilha, dentre outros crimes.

O golpe de R$ 30 milhões em RO – Mas não é só no Acre e no Pará que o grupo chinês é investigado. Em Rondônia, eles são suspeitos de aplicar o que é chamado de o seu ‘grande golpe’. A Susfor é acusada de comprar ‘contratos milionários’ de extração de madeira nas usinas hidrelétricas de Santo Jirau. No entanto, o grupo não teria executado o serviço. O dinheiro todo teria sido usado apenas para levantar recursos de investidores na China.

A Susfor também comprou a empresa Brasileira VP Construtora (detentora dos contratos). Mas nunca pagou por ela. Passados 2 anos, o grupo alegou um prejuízo de U$ 200 milhões na aquisição da construtora, usando como desculpa para se retirar de Rondônia. A sua saída rápida causou um prejuízo de R$ 30 milhões a VP, entre dívidas trabalhistas com fornecedores de materiais e insumos e com os ex-donos. (Com Informações do Diário do Pará)

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