Médicos fazem paralisação

Aproximadamente 300 médicos realizaram, durante esta quarta-feira (25), uma paralisação de advertência. A reivindicação principal do movimento é o pagamento do valor de R$ 80,00 em cada consulta realizada por planos de saúde.

De acordo com José Ribamar Costa, presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed/AC), várias reivindicações estão sendo expostas. “Este movimento é nacional e está focado nas condições de trabalho do médico. Queremos que os contratos feitos entre os planos de saúde e as operadoras tenham a cláusula de reajuste. Também queremos uma ação mais efetiva”.

Algumas negociações foram iniciadas e avanços detectados. “O movimento é coordenado pelo Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Associação Nacional dos Médicos. Após este movimento, no mês de julho, será feita uma reavaliação para ver se a categoria médica conseguiu negociar com os planos de saúde. O objetivo principal é chamar a atenção da sociedade, dos usuários e dos gerentes das operadoras de saúde. O sindicato já conseguiu negociar com algumas operadoras de plano de saúde e houve alguns avanços”, disse José.

Apesar da paralisação, médicos estarão atendendo nos serviços de urgência e emergência. “O movimento médico está chamando toda a atenção, mas nós temos o cuidado para que os serviços de urgência e emergência não venham a trazer prejuízos para a população neste momento, já que não serão afetados. Não queremos deixar de dar assistência aos usuários, que são cerca de 46 milhões em todo o país”, finalizou o presidente do sindicato.

Planos de Saúde
A equipe de A GAZETA procurou os centros médicos dos planos de saúde para verificar os atendimentos durante a paralisação. Na Ameron, as consultas foram realizadas normalmente, explicou Cláudia Lima, gerente substituta. “Não paramos de atender aqui. Todas as vezes que somos convocados pelo Sindmed, comparecemos e fazemos a negociação. Os médicos estão atendendo normalmente”.  Na Unimed, ninguém se pronunciou sobre o assunto.

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