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Círculo vicioso

Como bem assinalou este jornal em sua edição de ontem a fuga de cinco detentos do presídio estadual deve-se à superlotação de um pavilhão onde estão amontoados  200 presos, enquanto sua capacidade máxima seria de apenas 100.

Como se vem alertando há algum tempo, este é um problema que os diversos órgãos públicos envolvidos na questão – o Estado, a Polícia, a Justiça e o sistema carcerário – precisam enfrentar com determinação para evitar coisas piores.

De sua parte, os dirigentes da Segurança Pública afirmam que estão cumprindo com seu papel, batendo inclusive recordes sucessivos em prisões. A Justiça também alega que está fazendo a sua parte. O Governo, idem, afirma que vem ampliando e melhorando as condições dos presídios.

Isso, entretanto, não resolve o problema. Apenas, se vai mantendo um círculo vicioso que não leva a lugar algum. A questão é mais abrangente e complexa e por isso mesmo deve envolver ações também mais abrangentes. Não basta apenas prender, julgar e ir amontoando gente em celas e pavilhões. Ou até mesmo construindo mais presídios.

É preciso uma política de recuperação e ressocialização desses detentos e isso se faz através de programas educativos e de trabalho. Não há outra saída.