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Não é justo

Indo para mais de uma semana a greve dos bancários começa a prejudicar a população, sem perspectiva de acabar.

Nada a opor  ao direito dos trabalhadores de quaisquer categorias de reivindicar melhorias salariais e de condições de trabalho. É um direito que lhes assiste, sobretudo, quando se sentem prejudicados em seus ganhos e submetidos a condições degradantes no exercício de suas atividades.

No entanto, é preciso levar em conta que quando se trata de serviços essenciais à população é preciso que essas paralisações ou greves não se prolonguem por tempo indeterminado, como se a população pudesse esperar por esses serviços por tempo indeterminado.

É preciso que as lideranças dessas categorias e os dirigentes empresariais abram as negociações e cheguem a um entendimento. É assim que devem funcionar as relações de trabalho numa democracia.

Neste sentido, a Justiça do Trabalho precisa estar atenta para exercer suas prerrogativas, chamando as partes para o diálogo e para a mesa de negociações. Não pode, simplesmente, se omitir, permitindo que essas paralisações durem semanas, meses.

Não é justo, não é correto que a população pague o preço.