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Não é retórica

Como este jornal mostrou ontem com vários depoimentos, a população está sofrendo e até mesmo passando por humilhações nas filas que se formam diariamente desde a madrugada nas portas das agências bancárias devido à greve dos bancários que se prolonga por mais de vinte dias.

E quando se fala em sofrimento não é figura de retórica. São pessoas idosas, com mais de 60, 70 anos, que ainda precisam recorrer aos guichês dos bancos para sacar o dinheiro de suas minguadas aposentadorias e têm que se submeter a mais de três horas de espera para serem ou não atendidas.

Vale repetir que os bancários, como quaisquer categorias, têm o direito de fazer suas reivindicações por melhores salários e condições de trabalho. Contudo, vale também repetir que não é justo, não é correto que a sociedade pague por essas greves que se deflagram por tempo indeterminado, como se não houvesse nenhuma instância para resolver esses impasses.

Nessas situações, a sociedade tem razão em perguntar para que existe e o que faz a Justiça do Trabalho, sempre muito bem instalada em prédios públicos e com seus magistrados e servidores também regiamente remunerados.