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Unidade socioeducativa recebe um dos profissionais do Mais Médicos

Chegou nesta quinta-feira, 3, um profissional do Programa Mais Médicos à unidade de Saúde para adolescentes em conflito com a lei, localizado dentro do Centro de Apoio à Semiliberdade, ao Egresso e Família (Casef) em Rio Branco. O clínico-geral Antonio Silva de Castro, que é brasileiro formado em Cuba, realizou, em seu 1º dia de trabalho, uma avaliação à estrutura do local.

Antes da chegada de Antonio à unidade, um médico da Secretaria Municipal de Saúde realizava atendimentos aos socioeducandos uma vez por semana. No entanto, a demanda era muito maior e carecia de mais atenção.

Atualmente, 244 adolescentes cumprem medida de internação e 95 de semiliberdade no Estado. Segundo o chefe da Divisão do Meio Fechado do Instituto Socioeducativo do Acre (ISE), Leonardo Carvalho, toda a população socioeducativa será beneficiada com este reforço. “Nosso posto de saúde é altamente estruturado com farmácia, enfermaria, ambulatórios, sala de odontologia, dentre outros. A vinda desse profissional do Programa Mais Médicos irá fortalecer o atendimento”, comemora.

O clínico-geral Antonio Castro viveu no Amazonas até os 10 anos, quando a família decidiu morar no Acre. Concluiu o 2º grau no Estado e, quando teve a oportunidade, não pensou 2 vezes em ir cursar Medicina em Cuba. “Era um sonho antigo. Fiz 1 ano de curso preparatório e só então fiquei”, afirma.

O médico se formou em 2006 e ainda assim enfrentou dificuldades para conseguir o registro do Conselho Regional de Medicina (CRM). “Só revalidei em 2008, depois que a minha mãe morreu. Fui para Santa Catarina fazer a complementação curricular e só há 3 anos consegui pegar o meu CRM”, relata.

Em 2010, Antonio Castro teve uma experiência como médico temporário do antigo Centro Socioeducativo Acre, onde funciona o atual Casef. Portanto, a experiência em trabalhar com adolescentes em conflito com lei não será novidade. “Lembro que alguns vinham com frequência ao consultório. Às vezes, não tinham nenhum problema, mas queriam conversar, sair um pouco das alas”.

Segundo o médico, além de cuidar da saúde primária, o seu principal foco na unidade será tratar os jovens com vício em drogas. “Ainda preciso visitar os dormitórios, conhecer a realidade do local para tomar algumas providências em relação à saúde deles. Devem ter os que possuem problemas com entorpecentes. Vamos conversar sobre o assunto, porque é algo sério, que demanda atenção. A maioria comete crime de violência em função do vício ou envolvimento com a droga”, afirma.

Antonio assinou contrato para atuar por 40h semanais no Centro, sendo 32h de trabalho e 8h de estudo, de acordo com as regras do Mais Médicos.

O próximo passo do ISE é abrir os atendimentos da unidade de saúde socioeducativa também à comunidade. Uma forma de utilizar melhor o espaço e o serviço.

Médicos brasileiros formados no exterior devem informar número do registro profissional
A partir desta quinta-feira, 3, os médicos brasileiros formados em outros países que desejarem se inscrever no cadastro online da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) deverão informar o número do registro profissional do país de formação (correspondente ao CRM no Brasil). Os formados que não possuírem o registro deverão se inscrever no campo “médicos formados aguardando documentação”.

Quem já efetuou o cadastro receberá um e-mail da Sesacre solicitando que informe se possui ou não o registro. A exigência servirá para separar o cadastro de profissionais que já têm o documento dos que não têm, para que o Governo do Estado, juntamente à Sesacre e às bancadas parlamentares estadual e federal, possa buscar um convênio com os países de origem dos profissionais, a fim de diminuir o tempo de emissão da documentação.

O cadastro estadual de médicos e estudantes de medicina brasileiros, formados e em formação no exterior, vai até o próximo dia 16, no site da Sesacre (www.saude.ac.gov.br). A lista de inscritos serve de base para que o governo busque, via Ministério da Saúde, a contratação de profissionais para trabalhar no Acre, pelo programa Mais Médicos. (Assessoria Sesacre)