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Socioeducandos do Casef recebem visita do violinista com maior experiência internacional

No Casef Miquéias tocou aos socioeducandos Foto Assessoria ISEO violinista Miquéias Ha-luen, considerado o músico acreano com maior experiência internacional na área, realizou uma visita aos adolescentes do Centro de Apoio à Semiliberdade, ao Egresso e Família (Casef), na tarde desta quarta-feira, 15. Além de apresentar seu trabalho, Miquéias também falou da sua trajetória, com a intenção de servir de exemplo aos jovens em conflito com a lei.

O músico começou os estudos de violino aos 8 anos, na ONG Musicalizar. Aos 17, foi estudar música em Brasília, na Universidade de Brasília, onde, junto com a Orquestra de Cordas, gravou CD na Alemanha.

O jovem morou na Bulgária e conquistou duas vezes consecutivas o primeiro lugar em concursos para violino. Já dividiu palco com nomes expressivos da música como o maestro Marcelo Ramos e a cantora Gal Costa.  Atualmente, o violonista toca na orquestra sinfônica de Minas Gerais e se prepara para estudar nos Estados Unidos.

A equipe pedagógica do Casef, interessada no trabalho e na história do músico, resolveu levá-lo à unidade e, desta forma, despertar o gosto cultural nos socioeducandos. A ideia foi positiva. De acordo com a professora Joana Saar, os adolescentes foram bastante participativos na atividade. “Eles escolheram as músicas e também cantaram. O agente socioeducativo Eliudo Santos fez base no violão. Foi uma bela apresentação”, comenta.

Miquéias já possui certa experiência com adolescentes em vulnerabilidade social. No período em que morou em Minas Gerais, realizou trabalho voluntário em uma “Casa Transitória”, lugar que atendia em torno de 500 pessoas, incluindo crianças, adolescentes, idosos e pessoas com necessidades especiais.

O presidente do Instituto Socioeducativo (ISE), Henrique Corinto, acredita que a história de vida do músico pode inspirar muitos adolescentes. “Miquéias é exemplo de talento e força de vontade para qualquer um de nós. Para esses jovens em medidas, conhecer um conterrâneo que foi tão longe, é inspirador”, declara. (Brenna Amâncio / Foto: Assessoria ISE)