Acreana vai estudar medicina na Rússia

 Tentando se preparar para enfrentar a temperatura de -22°C, a estudante acreana, Jéssica Ludimile Silva, 21 anos, não esconde o nervosismo sobre a viagem para a Rússia no próximo dia 8. A estudante, que é natural de Cruzeiro do Sul, destaca que medicina sempre foi seu grande sonho. Além disso, revela que deseja atuar no Juruá após a formatura.
Jéssica explica que a oportunidade surgiu por conta do contato via internet com estudantes que já estão na Rússia. Com o envio de fotos e histórias sobre o ensino do país, Jéssica se apaixonou pela ideia e, então, resolveu arriscar.

“No início tive que lidar com a resistência dos meus pais para ir, no último momento eles decidiram me apoiar nesse desafio. Estou contato os segundo para a viagem.
Jéssica assim como os outros alunos brasileiros, farão a Faculdade Preparatória de Medicina em Kursk e terão aulas de Ciências Biológicas em inglês para adaptarem-se à metodologia russa e praticarem o idioma oficial das aulas.

“A metodologia rígida não me preocupa, pois a maioria daqueles que são considerados ótimos profissionais geralmente receberam uma determinada ‘pressão’ nos estudos, sendo exigidos a terem e serem o melhor de todos”, afirma a estudante acreana.

 Atualmente, Jéssica mora em Goiânia, mas quando terminar o curso daqui a seis anos, ela pretende voltar para a família e atuar no Juruá. “Quero voltar e atuar na minha cidade, por já conhecer a realidade local, quero contribuir com minha comunidade”, destacou.

 A relação custo-qualidade de ensino na Rússia é incomparável com a maioria das cidades do mundo, já que o estudante terá acesso a um dos melhores sistemas educacionais, com turmas de, no máximo, 12 alunos.

 Atualmente, os 11 brasileiros formados no país participam do Mais Médicos, programa lançado em 2013 com o objetivo de suprir a carência de profissionais nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil.

 Além disso, dois desses estudantes passaram no Revalida, sistema de revalidação de diplomas médicos, em sua primeira tentativa. Com isso, a Rússia consegue mostrar a eficácia do ensino concedido no país.

 A Aliança Russa cobra um valor simbólico por aluno. Em média, cada estudante paga aproximadamente R$ 7 mil por semestre, valor muito inferior ao das universidades particulares no Brasil, devido ao subsídio dado pelo governo russo aos estrangeiros. A duração dos cursos é de seis anos, e o aluno tem direito a seguro médico, tutoria acadêmica e moradia universitária.

Estudo reconhecido

 A Aliança Russa é representante oficial das principais universidades russas no Brasil desde 2005. Seu trabalho consiste na seleção dos candidatos, no processo de orientação da faculdade, na obtenção da documentação necessária para permanência legal no país, inscrição na universidade e assessoria durante a viagem até a chegada do estudante ao destino.

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