Suframa paralisa atividades em cinco estados

Reivindicando a reestruturação dos salários e a deficiência na infraestrutura dos prédios, os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no Acre deflagraram greve nesta quarta-feira (19). No Estado, a Suframa conta com 14 funcionários. O do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa) pretende absorver ao movimento 70% da categoria.

Além do Acre, a interrupção dos serviços ocorre em todos os estados a Amazônia Ocidental: Amazonas (AM), Rondônia (RO), Roraima (RR) e os municípios de Macapá e Santana, no Amapá (AP).

Conforme o presidente do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa), Stênio Borges, após anúncio de 15 dias de antecedência informando a deflagração de greve para hoje, nenhum órgão ligado à estatal se pronunciou a respeito das pautas exigidas pela categoria. A paralisação estava prometida desde o dia 6 deste mês.

Segundo o sindicalista, a categoria quer discutir com o governo a ausência de autonomia administrativa e financeira da Suframa, a falta de interiorização do desenvolvimento e a reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras da instituição. “Esses pleitos estamos reivindicando desde 2009. Ou seja, há mais de cinco anos e nada foi resolvido”, diz.

Segundo um levantamento feito pelo sindicato, a interrupção das atividades gera um prejuízo diário de em torno de R$ 400 mi. Além disso, sem o registro junto à Suframa, as mercadorias que chegam ao Estado ficam retidas, sem poder o caminhão fazer a descarga.

No caso do cadastro da empresa junto à autarquia se vencer dentro do período de greve, ela fica impossibilitada também de comprar produtos. “A indústria não vende sem a empresa estar com o cadastro regularizado junto à Suframa”, finaliza o presidente.

Em nota, o superintendente do órgão, Thomaz Nogueira, fez questão de esclarecer que as negociações com a União estão em andamento. Ressaltou também que não cabe a ele discutir as decisões sindicais, mas espera a melhor solução para todos.

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