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Deputados trocam farpas sobre endividamento do Estado

 O líder do Partido dos Trabalhadores, deputado Geraldo Pereira e o líder da oposição, deputado Wherles Rocha (PSDB) acenderam o debate hoje no Poder Legislativo. Pereira provocou Rocha quando fez apontamentos a um artigo publicado pelo deputado federal tucano, Márcio Bittar. O petista disse que Bittar precisava utilizar lentes especiais para analisar melhor o que seria endividamento do Estado.

“Quem não conhece de resultados primários e só quer fazer críticas. A miopia pode levar a aumentar a miséria”, alfinetou o parlamentar petista.

 Em resposta, Wherles Rocha disse que seu partido, o PSDB, se orgulha em não utilizar a lente indicada por Geraldo Pereira e ver um “Acre virtual” que só existe na concepção dos integrantes da Frente Popular. O deputado continuou dizendo que a ideia repassada que o Estado tem capacidade de endividamento é errônea. “É bom lembrar que quem quebra, é porque um dia teve capacidade de endividamento”, ressaltou.

 Aquilo que parecia ficar só no endividamento do Estado teve outro caminho. Aproveitando a deixa do deputado Geraldo Pereira sobre o crescimento do setor moveleiro e madeireiro, os deputados tanto de situação quanto de oposição pautaram seus discursos em defender e criticar essa área da gestão de Tião Viana.

 O líder do Governo, na Casa, deputado Astério Moreira (PEN) denunciou que, à época, muitos marceneiros viviam na ilegalidade, pois havia uma pressão dos governos sobre a atividade. Chegou a dizer que os empresários do setor compravam madeira e enterravam nos galpões para somente a noite trabalharem, ou seja, uma forma de burlar a fiscalização. Lembrou, ainda, que uma decisão política do governador Tião Viana (PT) possibilitou a legalização de todos os marceneiros.

 Em um discurso acalorado e empolgante, o deputado Moisés Diniz reconheceu que governos da Frente Popular do Acre tratavam a atividade de marcenaria como criminosas. O deputado comparou o mesmo tratamento dispensado ao prisioneiro Barabás citado nas escrituras bíblicas.

“Nós estávamos tratando esses setores como Barabás. A defesa ao Meio Ambiente era maior que defender a vida”, disse o deputado comunista enaltecendo a nova política adotada por Tião Viana.