Mês das mulheres está repleto de programação de políticas públicas, incluindo capacitações

Hoje se comemora o Dia Internacional da Mulher. Em alusão a essa data, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SEPMulheres) realiza, durante todo o mês de março, uma programação que inclui oficinas de capacitação em gênero para os parceiros da Rede de Atendimentos às Vítimas, audiências públicas, debates com a comunidade sobre o ciclo da violência e como rompê-lo, exposições fotográficas, mutirões de beleza para mulheres em situação de prisão e adolescentes em conflito com a lei, entre outras atividades.

Apesar dos avanços, casos de violência ainda mancham a sociedade, como as executadas contra as mulheres, um problema mundial. “Somos educadas por uma sociedade machista, que ainda defende a supremacia masculina sobre o sexo feminino. Contudo, os últimos dados da violência apontam uma diminuição no índice de homicídios, ao passo que aumentaram o número de denúncias. Isso significa que a Lei Maria da Penha está sendo efetivada e que seus mecanismos estão salvando vida e principalmente que as mulheres estão tomando coragem para denunciar”, afirma a secretária da SEPMulheres, Concita Maia.

Não haver registros oficiais sobre tráfico de mulheres. Ainda assim, a secretaria aponta alguns investimentos para o combate do crime. Segundo Concita, em março do ano passado, a presidente Dilma Rousseff lançou o programa ‘Mulher, Viver Sem Violência’, que prevê investimentos em todos os estados. O Acre, como é um Estado de fronteira, vai receber a Centro Especializado de Atendimento à Mulher Migrante, que deve ser construído em Epitaciolândia, com o papel de acompanhar os casos de tráficos de mulheres. “Estamos em processo se reconhecimento do terreno para construção”.

De acordo com a secretária, o governo busca garantir que todas as mulheres tenha os seus direitos assegurados. A atuação engloba a inclusão socioprodutiva, por meio de cursos profissionalizante de corte, costura, cabeleireira, pintura predial, pedreira e jardinagem. O público é formado por pessoas de baixa ou nenhuma renda. Cerca de 200 mulheres de Rio Branco e Cruzeiro do Sul já foram beneficiadas.

“Outro ponto importante do setor de inclusão são as Casas de Produção e Cultura da Mulher Indígena. Ao todo a SEPMulheres construiu e equipou duas Casas de Produção no Rio Murú, que beneficia as Huni Kuin e mais três no Rio Gregório,  para as Yawanawás”, aponta Concita.

A agenda de atividades Março das Mulheres prioriza este ano o fortalecimento dos Organismos de Políticas no interior do Acre, tendo em vista que, Rio Branco já possui uma Secretaria Adjunta da Mulher. A programação completa pode ser acessada no site: www.agencia.ac.gov.br.

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