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Aleac apresenta relatório e cobra presença mais ostensiva das Forças Armadas na cheia do Madeira

 O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Moisés Diniz (PC do B) apresentou à imprensa na manhã de ontem, 10, o relatório sobre a visita feita por ele e técnicos do poder Legislativo às regiões afetadas pela grande enchente no Rio Madeira. O documento será encaminhado ao ministro da Integração Nacional, Francisco José Teixeira e aos governadores de Rondônia e do Acre.

 Segundo o deputado a presença do Governo Federal é mínima. Ele conta que os caminhoneiros que se arriscam na travessia correm sérios riscos. Ele pede no documento que seja disponibilizado caminhões anfíbios do Exercito Brasileiro para auxiliar na travessia. Outro ponto levantado por ele é a péssima qualidade dos ancadouros, ou seja, o local onde a balsa é ancorada para a saída e entrada de veículos.

 O parlamentar elencou 10 itens como prioridades. Ele pede que seja contruido outro ancadouro mais próximo de Porto Velho, tendo em vista a possibilidade real de o Rio Madeira atingir a marca de 19,20cm.
Moisés Diniz denuncia, no relatório a presença de crianças transitando entre os veículos que fazem a travessia nas balsas e não há nenhuma fiscalização no sentido de resguardar a segurança desses menores. Além disso, o deputado acrescenta que as condições de higiene são precárias.

 Diniz frisa que está perplexo com a falta de apoio das Forças Armadas em um das maiores enchentes vivenciadas na Amazônia. “Nós estamos vivendo a maior tragédia ambiental da Amazônia e o que a Marinha está fazendo, que é paga por nós, para nos auxiliar?”.

 Com o aumento do nível das águas do Rio Madeira os prejuízos à economia dos estados do Acre e Rondônia são inevitáveis, principalmente para os produtores rurais que tiveram suas plantações e criações afetadas pela enchente. Nesse sentido, o deputado, solicita que o Governo Federal ajude os criadores de gado a retirarem seus rebanhos para áreas de terra firme. A ajuda seria o apoio logístico.

 Finalizando o relatório, o deputado comunista pede que a Casa Civil da Presidência da República crie um grupo de trabalho para avaliar os impactos econômicos nos dois estados para que haja uma compensação financeira.