Sem pré-julgamentos

Foi só falarem de novo no escândalo do Lava Jato e concretizou-se aquilo que todos já sabiam: o ministro Luiz Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou que o nome do governador Tião Viana e do ex-governador e do atual do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão fossem investigados em inquéritos sobre o esquema.

Tião se juntou ao nome já mencionado do senador Gladson Cameli, que estava na lista dos 49 divulgados no inquérito do STF (órgão que não pode julgar governadores) aberto na semana passada. Foi só sair à lista dos políticos e já começou a caça às bruxas: ‘São tudo corruptos’. Não. Não são.

Antes de acusar, fazer julgamentos ou tomar decisões precipitadas, as pessoas precisam se dar conta que se tratam dos dois políticos mais bem votados da última eleição no Acre. Ambos, com suas respectivas posições partidárias, foram à escolha do povo.

Essas mesmas pessoas agora torcem para a verdade vir à tona e os 2 serem absolvidos. Até lá, judiar de um senador jovem e promissor e de um governador apaixonado pelo Acre é uma covardia. E que suas defesas sejam tão divulgadas quanto às acusações. Afinal de contas, quando se é uma figura pública (especialmente de alto escalão), não há mal nenhum ser investigado. Ninguém é culpado até que se prove o contrário.

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