Escola Senai também é atingida pela enchente do Rio Acre

O rio invadiu o prédio do Senai, no Cadeia Velha. (Foto: Ascom)
O rio invadiu o prédio do Senai, no Cadeia Velha. (Foto: Ascom)

“Nós nunca vivemos isso antes. A escola vai precisar de uma reforma geral”, lamentou o diretor regional do Senai, João César Dotto, ao presenciar as águas do Rio Acre invadirem as instalações da Escola Senai Cel. Auton Furtado, localizada no bairro Cadeia Velha, entre os dias 2 e 3 de março. A instituição, que tem 40 anos de fundação, teve salas de aula, oficinas, máquinas, equipamentos, móveis e peças parcialmente atingidos pela alagação, a maior já registrada na história do Acre.

O prejuízo só não foi maior porque diretor, colaboradores e voluntários, num esforço conjunto, fizeram um mutirão para salvar o que era possível. No entanto, parte da mobília, por ser fixa, não pôde ser removida. As aulas, que já haviam sido suspensas em consideração a alunos e funcionários atingidos pela inundação, agora não têm mais previsão de retorno.

Também presente no local, o presidente da Fieac e do Conselho Regional do Senai em exercício, José Luiz Assis Felício, constatou a situação inédita para a instituição. “Nós, que sempre nos mobilizamos para ajudar o próximo em situações como essas, agora estamos sentindo na pele o que é ver o investimento de quatro décadas ser avariado pela fúria da natureza e não poder fazer muita coisa para impedir, apenas remediar”, avaliou o empresário.

Apesar de ainda não haver condições de contabilizar os danos, é certo, segundo Dotto, que a entidade sofreu grandes perdas e precisará de uma ampla reforma. “Ficamos praticamente inacessíveis, não entrava carro pequeno na rua da escola. Fizemos o que pudemos para salvar o máximo de material possível com as caminhonetes e as unidades móveis enquanto o nível das águas subia ao longo dos dias”, relatou o diretor do Senai.

Apesar da dificuldade de acesso, a instituição ainda contou com a ajuda de empresas parceiras para auxiliar na remoção – Age Construções; Ábaco Engenharia; Cooperativa de Construção Civil; Sesi Saúde; Cetemm (também unidade do Senai); Empresa Teixeira; e Construtora Nhambiquaras. “A solidariedade tem sido a palavra de ordem em todo o estado e ficamos muito felizes de poder contar com o apoio que tivemos nesse momento tão difícil para todos nós”, agradeceu Dotto. (Ascom Fieac)

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