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Campanha busca casos de hanseníase em 26 mil crianças e adolescentes no Acre

A partir desta segunda-feira, 10, agentes comunitários de saúde e equipes do Programa Saúde da Família de 2.300 municípios vão percorrer escolas para diagnosticar e tratar hanseníase, tracoma e verminose em alunos de cinco a 14 anos. A meta é que mais de oito milhões de crianças e adolescentes sejam avaliadas na ação, como parte da terceira edição da “Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma”, do Ministério da Saúde. No Acre, a campanha será realizada em 160 escolas de 11 municípios, para examinar e tratar mais de 26 mil alunos.

Durante toda a semana, os profissionais visitarão as escolas em busca de alunos que apresentem sinais e sintomas das doenças. Com isso, o Ministério da Saúde espera aumentar o diagnóstico precoce e identificar comunidades em que a hanseníase, tracoma e verminoses ainda persistem. Os casos suspeitos de hanseníase serão encaminhados à rede básica de saúde para confirmação e início imediato do tratamento.



Serão distribuídas mais de 8 milhões fichas de autoimagem para cerca de 45 mil escolas que participam da campanha. Nas fichas, com desenho do corpo humano, os responsáveis vão marcar onde as crianças possuem qualquer tipo de machas na pele, para serem avaliadas pelas equipes da atenção básica.

A partir de um diagnóstico positivo de hanseníase, será possível descobrir se há outros casos na família ou comunidade, evitando a transmissão da doença. “Quando uma criança está com hanseníase, significa que alguém do convívio dela também esteja. Razão pela qual, os profissionais de saúde também vão examinar familiares e outras pessoas do mesmo convívio. A hanseníase tem cura e a transmissão é interrompida já no início do tratamento”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Antônio Nardis.

Tracoma e verminose – Realizada em conjunto com as prefeituras, a campanha, que também combate tracoma e verminose, é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde por tratar, de forma conjunta, as três doenças. A ação, inclusive, serve de modelo para outros países. Neste ano, o número de municípios participantes aumentou 170% em comparação com a primeira edição, em 2013, quando 852 cidades realizaram a mobilização. No ano passado, 1.944 municípios participaram da ação. Para a realização da campanha, o Ministério da Saúde repassou, no total, R$ 15,6 milhões aos municípios. Acre recebeu R$ 79,8 mil.

CAMPANHA 2014 – Na segunda edição da Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma – realizada no ano passado – dos 5,6 milhões de estudantes que receberam a ficha de autoimagem, 4,1 milhões responderam, representando 74% do total. Destes alunos, 5,6% (231.247) foram encaminhados às unidades de saúde para esclarecimento do diagnóstico. Depois de passarem por exames clínicos, 354 crianças foram diagnosticadas com hanseníase, representando 0,15%. No Acre, 20,6 mil estudantes receberam a ficha de autoimagem e 150 casos suspeitos foram encaminhados para unidade de saúde. Não houve diagnóstico positivo.

Os contatos destas crianças também são registrados e examinados. Nesse sentido, houve diagnóstico em 73 contatos intradomiciliares dos casos novos diagnosticados na campanha. Do quantitativo de escolares identificados como casos sugestivos de hanseníase ou com diagnóstico confirmado pelas unidades de saúde, cinco estados responderam por mais de 80% do total de casos diagnosticados, sendo eles: Pará, Mato Grosso, Maranhão, Bahia e Pernambuco. Na Campanha, também foram tratados 4.754.092 alunos para verminoses e 25.173 escolares foram diagnosticados para tracoma. No Acre, 17,5 mil alunos receberam tratamento para verminose e 23 para tracoma.

REDUÇÃO DE CASOS – A taxa de prevalência de hanseníase caiu 25,7% em 10 anos, no Brasil, passando de 1,71 pessoas em tratamento por 10 mil habitantes, em 2004, para 1,27 por 10 mil habitantes, em 2014. A queda é resultado das ações voltadas para a eliminação da doença, intensificada nos últimos anos. No Acre, taxa de prevalência de hanseníase de 2014 foi de 1,29 caso por 10 mil habitantes.

 

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