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Em defesa da equidade, jovem acreana recebe premiação nacional

Saria Soares é aluna da escola Doutor Djalma da Cunha Batista. ( FOTO: ACCIOLY GOMES)
Saria Soares é aluna da escola Doutor Djalma da Cunha Batista. ( FOTO: ACCIOLY GOMES)

A estudante acreana Saria Soares de Souza, da Escola Estadual Doutor Djalma da Cunha Batista, do município de Tarauacá, recebeu a premiação da 10ª edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, em Brasília. Este ano, 2.527 pessoas se inscreveram no concurso, que selecionou redações, artigos científicos e projetos pedagógicos de escolas públicas e privadas. A jovem escreveu sobre sua condição de mulher: “Sou mulher, sou negra, moro na Amazônia e defendo a equidade”.

O concurso abordava temas como gênero, mulheres, feminismo, relações raciais, geração, classe social e sexualidade. Os nomes dos vencedores da 10ª edição do Prêmio foram divulgados no último dia 12 de agosto. A iniciativa é da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM/PR), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Ministério da Educação (MEC) e da ONU Mulheres.



Segundo o diretor da escola, José Otaviano, o prêmio é uma conquista da estudante, que concluiu, em 2014, o Ensino Médio, e uma realização dos gestores e professores da instituição. “Nós temos o cuidado de acompanhar todos nossos alunos para que eles tenham um bom desenvolvimento na sua capacidade intelectual e de aprendizagem. Isso significa muito para nós, significa que estamos no caminho certo, que vale a pena investir na educação”, disse.

Este ano, a Escola Djalma da Cunha inscreveu aproximadamente 10 trabalhos para concorrer à premiação. Otaviano explica que Saria sempre foi uma aluna dedicada e esforçada, que se destacava entre os demais alunos. “Foi uma conquista diretamente da aluna. Ela sempre estudou bastante”, afirmou o diretor.

O prêmio
O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero foi criado em 2005, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, no âmbito do Programa Mulher e Ciência, e visa estimular a produção científica e a reflexão acerca das relações de gênero, mulheres e feminismos no País. Além disso, objetiva promover a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras acadêmicas.

No total, este ano, o concurso recebeu 2.527 inscrições sendo 304 da categoria Estudante de Graduação; 404 da categoria Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado; 213 da categoria Mestres e Estudante de Doutorado; 1495 da categoria de Estudante de Ensino Médio e 111 da categoria Escola Promotora da Igualdade de Gênero.

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