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ONS explica desligamentos no sistema Acre e Rondônia

O Operador Nacional do Sistema (ONS) divulgou nota nesta quarta-feira esclarecendo o esquema de transmissão da energia escoada pela usinas Santo Antônio e Jirau – Rio Madeira (RO), UHE Samuel e Rondon e pela térmica UTE Termonorte II.

A nota mostra que, os estados do Acre e de Rondônia são atendidos por um sistema de transmissão em 230 kV, a partir da SE Jauru no estado do Mato Grosso, por geração local, com destaque para as UHE Samuel e Rondon e a UTE Termonorte II, e através de uma ligação com o sistema de transmissão em corrente contínua que escoa a geração das usinas do Rio Madeira (UHE Santo Antônio e Jirau).



De uma forma simplificada, o atendimento aos consumidores dos estados do Acre e de Rondônia depende de duas condições operativas: a segurança do sistema de transmissão que escoa a geração das usinas do Rio Madeira; e  as condições do tronco de transmissão em 230 kV que interliga esses
estados ao Mato Grosso (Conforme gráfico acima).

Assim, distúrbios com origem no sistema de transmissão do Madeira e na interligação com o Mato Grosso poderão comprometer o atendimento aos consumidores dos estados do Acre e de Rondônia.

O tronco de transmissão em 230 kV, formado atualmente por dois circuitos, está sendo reforçado com a implantação de mais um circuito, entre Jauru e Porto Velho, cuja previsão para conclusão de todos os trechos é de dezembro de 2015. Uma vez completo o 3º circuito, o mesmo agregará confiabilidade ao atendimento aos consumidores e evitará o isolamento dos estados do Acre e de Rondônia, mesmo em situações de perda de duas linhas de transmissão.

Além disso, o atendimento aos estados do Acre de  Rondônia é influenciado diretamente pela geração local, composta por usinas hidráulicas e pela usina térmica Termonorte II.

Neste sentido, cumpre observar que nos dois últimos meses tem se verificado uma redução na disponibilidade de geração da UTE Termonorte II devido a problemas associados ao fornecimento de combustível.  Além disso, a usina de Samuel, principal hidrelétrica da região, possui pequeno reservatório e está, no final do atual período seco, com armazenamento em torno de 4% do seu volume útil.

 

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