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Um dia, talvez, quem sabe

Beira ao surrealismo essa situação da Universidade Federal do Acre (Ufac) que, mesmo após ter sido decretado o fim da greve há mais de uma semana, ainda não retornou às aulas.

Aliás, fica difícil para a sociedade entender uma greve que durou cerca de quatro meses e, de repente, acaba, sem que professores e o quadro técnico administrativo tenham obtido as reivindicações que pleiteavam.



Não, não se trata de ignorar, muito menos reconhecer seu direito de reivindicar melhorias salariais e condições de trabalho. São reivindicações justas, sob todos os aspectos, mas não se entende por que não retomar o ano letivo, que já foi seriamente comprometido ou, talvez, perdido.

Funcionários públicos, que exercem algum serviço público, como é o da Educação, precisam compreender que a sociedade, no caso milhares de estudantes têm também o direito de receber esse serviço.

Não podem ficar, indefinidamente, esperando que as partes envolvidas, um dia, talvez, quem sabe, retomar suas atividades.

Com o fim da greve, espera-se, enfim, que prevaleça o bom senso e as aulas sejam retomadas.

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