A histeria que leva ao ridículo

Afrontando os mais elementares princípios da ética e do bom jornalismo, o jornal O GLOBO estampou ontem em manchete que o governador Tião Viana e seu irmão Jorge Viana estariam envolvidos indiretamente em um desvio de R$ 300 milhões, praticado por um secretário do Rio de Janeiro, porque seriam parentes, tios da mulher do acusado.

Sem ao menos se dar ao trabalho de checar as informações, o autor da matéria e o jornal foram obrigados depois a corrigir e a se retratar, simplesmente, porque os dois políticos do Acre não tem nenhum parentesco com os personagens em questão. Só porque a mulher do acusado leva o sobrenome de Vianna.

O fato poderia até ser irrelevante ou ridículo, mas, no caso, revela a histeria que a chamada grande mídia vem usando para atingir, de qualquer modo, políticos e outros segmentos da sociedade que se opuseram ao impeachment ou golpe parlamentar que ajudaram a tramar e a consumar.

Não se trata aqui de defender os dois políticos, porque eles já estariam tomando as devidas providências legais. Trata-se de denunciar esse mau jornalismo que vem sendo praticado por esses órgãos de informação, cujo passado, aliás, não é nada recomendável, considerando o apoio que deram a outros golpes e a ditadura militar.

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