Alunos acreanos alcançam bons resultados na 13ª Olimpíada Nacional de Matemática

BRUNA LOPES

Foi divulgado na última quarta-feira, 22, o resultado da 13ª Olimpíada Nacional de Matemática. Na lista aparecem os nomes dos alunos acreanos Julia Yasmin de Almeida Nobre, da escola Neutel Maia, no Ensino Fundamental 2; Luis Fernando de Oliveira Peixoto, da Escola José Rodrigues Leite, e Cristopher Wando de Freitas, da Barão do Rio Branco, os dois com medalha de prata no nível 3 e ainda Vicente Luiz Mendonça Cabral, da José Rodrigues Leite, também prata.
Na escola José Rodrigues Leite também teve outros dois alunos com medalhas de bronze e quatro alunos com Menção Honrosa. “Aqui nós damos bastante enfoque ao ensino das disciplinas de Português e Matemática, visto que elas são base e fazem a diferença em qualquer concurso ou mesmo no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”, ressaltou o diretor da escola, João Lima.
Outro indicativo do bom resultado obtido pela escola é que na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2017, foram convocados 84 alunos da escola nos cursos da Universidade Federal do Acre (Ufac). E a expectativa é que para 2018, a quantidade de alunos atinja ou supere os 100 alunos.
E o bom resultado não diz respeito apenas a Olimpíadas de Matemática. Este ano, vários alunos foram premiados em várias avaliações externas, como Olimpíadas de Química e para representar o Estado em projetos como Jovem Senador, que é realizada por meio de uma redação. Além do projeto liderado pela Embaixada dos Estados Unidos, chamado Jovem Embaixador que também aluno da escola classificado.
“Orgulho tremendo desses resultados que são frutos de muito trabalho. Este ano só tivemos resultados positivos. Mas, vale ressaltar que nosso principal objetivo é levar os alunos aos cursos da Ufac. E esses resultados reforçam a possibilidades deles entrarem em bons cursos na universidade”, destacou o diretor.
Destinada a estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, a OBMEP tem contribuído para estimular o estudo da Matemática no Brasil, identificar jovens talentosos – incentivando seu ingresso nas áreas científicas e tecnológicas – e promover a inclusão social pela difusão do conhecimento.
Os estudantes do Acre apresentaram um bom desempenho na segunda e última fase da 13ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Só no bronze os acreanos conquistaram 60 medalhas, além de 4 na prata e 110 de Menção Honrosa.
Além dos estudantes, 17 professores do estado também serão premiados com diplomas, materiais de apoio e participação em encontros nacionais de docentes. Juntam-se ao grupo de vencedores 22 escolas estaduais, que irão receber troféus e material didático.
“A premiação dos nossos estudantes nos enche de orgulho, demonstra que de um lado nós estamos na escola desenvolvendo atividades que são mais desafiadoras e permitem que o aluno aprenda mais. Por outro lado, estamos oportunizado que no Instituto de Matemática [Instituto de Matemática, Ciências e Filosofia (IMCF)], por exemplo, nossos alunos aprendam outras dimensões desta ciência e de como ela se aplica na escola e na vida”, avalia o secretário estadual de Educação do Acre, Marco Brandão.
O coordenador do IMCF, Eliomar Amorim, lembrou que na edição do ano passado os estudantes acreanos já haviam conquistado outras 60 medalhas de bronze e que os resultados são reflexo do esforço dos alunos aliado ao trabalho da instituição.
“Procuramos sempre estabelecer parcerias com as escolas proporcionando aos nossos estudantes novos desafios no campo da matemática”, pontua. O Instituto oferece cursos de matemática básica e avançada a fim de apoiar o ensino das escolas do estado.
A premiação será realizada em 2018. Este ano a competição teve a participação de quase um milhão de estudantes. E nesta edição serão distribuídas 500 medalhas de ouro, 1,500 de prata, 4,500 de bronze e até 46.200 menções honrosas.
As provas são distribuídas de acordo com o grau de escolaridade – nível 1 (matriculados no 6º ou 7º ano do Ensino Fundamental); nível 2 (matriculados no 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental); e nível 3 (matriculados em qualquer ano do Ensino Médio) – e aplicadas em duas fases.
A primeira foi realizada dia 6 de junho. Constituída de questões de múltipla escolha. Já a segunda, ocorreu em 16 de setembro, e trata-se de uma avaliação discursiva.
Criada em 2005 pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a OBMEP é promovida com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). (Com informações Agência Acre)

 

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