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Ninguém está a salvo

Muita comoção e condolências com o brutal assassinato de familiares da secretária da Fazenda que deve estar sofrendo com os requintes de crueldade, mas há que se considerar que todos os dias outras famílias também passando pelo mesmo drama com  crimes semelhantes, a maioria perpetrados pelas famigeradas facções ou grupos criminosos que, efetivamente, tomaram conta do Estado.

Como já se noticiou, só nesses primeiros 15 dias do mês foram mais de 20 crimes perpetrados por essas facções e, a julgar pelas vítimas – empresários, fazendeiros e agora parentes próximos de uma secretária de Estado – ninguém pode se considerar a salvo do alcance desses grupos criminosos.

De pouco ou nada adianta o governador vir a público para declarar que todos os esforços serão empreendidos para chegar aos autores desse crime. A questão é mais grave e abrangente,  que está no narcotráfico disputado por esses grupos criminosos que continuam a vontade com as fronteiras escancaradas com os países tidos como maiores produtores e exportadores de drogas.

O que ele tem a fazer, como fez com insistência seu antecessor, o governador Tião Viana, e outros governadores das regiões Norte e Nordeste, é cobrar com veemência do Governo Federal um Plano Nacional Integrado para vigiar as fronteiras. Sem isso, de pouco ou nada valem  essas centenas de veículos e outros equipamentos.

Nem posar para fotografias com o presidente da República ou o ministro da Justiça que até agora continuam completamente omissos com esse grave problema das fronteiras.