Pular para o conteúdo
'Operação Kaltes-Blut'

Após operação da PF, MPAC exonera servidor acusado de passar informações para organização criminosa

Funcionário estaria passando informações sigilosas para investigado por tráfico interestadual de drogas e foi alvo de um mandado de busca e apreensão, em operação da Polícia Federal, nesta quinta-feira

Um servidor do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), lotado na Promotoria de Cruzeiro do Sul, foi exonerado na manhã desta quinta-feira,16, após a Polícia Federal divulgar um mandado de busca e apreensão em seu nome pela “Operação Kaltes Blut”, que investiga uma organização criminosa de tráfico interestadual de drogas no Vale do Juruá.

Deflagrada nesta manhã, a operação deve cumprir treze mandados judiciais nas cidades de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, nove de busca e apreensão e quatro de prisão.

Em nota, o MPAC afirmou que “foi constatada possível violação de sigilo funcional do servidor, que estaria passando informações sigilosas a um dos investigados”, afirma o texto.

Ainda de acordo com o MPAC, o promotor Justiça Ildon Maximiano, membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), acompanhou as investigações. O órgão não quis informar qual o cargo do funcionário e nem o tempo de serviço do mesmo na instituição.

Operação deve cumprir treze mandados judiciais nas cidades de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, nove de busca e apreensão e quatro de prisão. (Foto: Polícia Federal)

Operação Kaltes Blut

As investigações da operação começaram ao final de janeiro de 2021, após a Polícia Militar encontrar 141kg de pasta base de cocaína, às margens do Rio Juruá, que seriam distribuídos em diversos estados no Brasil.

A Operação Kaltes Blut– do alemão: “sangue-frio” – leva este nome em referência a um de seus principais alvos, que praticava a “sangue-frio” o tráfico de drogas de grandes carregamentos, enviando a outros estados do Brasil.

Leia também: Sejusp afirma que vai atender recomendações com relação ao atendimento à população LGBTQIA+