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7 de setembro

Daniel Zen e Edvaldo Magalhães criticam atos pró-Bolsonaro do 07 de setembro: “criminoso” e “golpista”

Protestos aconteceram em quase todo o país no Dia da Independência

Os deputados estaduais Daniel Zen (PT) e Edvaldo Magalhães (PC do B) ao fazerem uso da palavra durante a sessão desta quarta-feira, 8, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) criticaram os atos pró- Bolsonaro que aconteceram na última terça-feira, 7, em Rio Branco e várias cidades do país.

Para Daniel Zen, as manifestações se configuraram em crime. “Quando você usa da liberdade de expressão para atentar contra a própria liberdade de expressão pedindo fechamento do Congresso, pedindo fechamento do STF [Supremo Tribunal Federal], pedindo intervenção militar, que é um regime onde não há liberdade de expressão, deixa de ser exercício de um direito para ser um crime porque a Constituição não permite que você atente contra ela própria, contra a democracia e foi isso que aconteceu.”



Zen disse ainda que não havia “povo” nas manifestações pró-Bolsonaro. “O povo que ganha salário mínimo está tendo que escolher se paga a conta de energia que depois da privatização fico pela hora da morte, ou se paga a cesta básica. O povo tá tendo que regrar porque tá tendo que pagar R$ 7,00 no litro de gasolina e R$ 40,00 no kilo de carne. Quem estava na Paulista e em Brasília são pessoas que não estão nem aí de verdade para o povo. São pessoas que estão com a vida ganha.”, acrescentou.

Já o deputado Edvaldo Magalhães, classificou a mobilização como ato golpista e avaliou o momento como grave.

“Um parlamentar achar normal o conteúdo dos atos do 7 de setembro é a mesma coisa que chegar nessa tribuna e pedir o fechamento da Assembleia. Eu não sou daqueles que subestimam, que procuram diminuir a mobilização dos convertidos nos atos golpistas de ontem. Sou daqueles que considera que o presidente da República levou seus devotos às ruas. Não vou me apegar as contas. Foram atos representativos mas não foram atos democráticos. A bandeira principal não foi discutir os problemas do Brasil, mas o fechamento do STF e do Congresso Nacional. A gravidade do momento que estamos vivendo precisa estar presente entre nós porque é delicado. E o próprio governo provoca a crise porque ele é a crise”, salientou.

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