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Agnes Cavalcante
Agnes Cavalcante é jornalista e co-criadora da página @investidoracreana no Instagram, onde compartilha informações sobre investimentos

Com aumento da Taxa Selic, entenda o que vai acontecer com seu dinheiro

A semana está curtinha com o feriado à vista, e você vai descansar que eu sei. Você merece, né? Mas o que custa reservar ao menos 15 minutos pra colocar suas finanças em dia? Fala sério, ein. Ninguém sai de onde está sem se movimentar, então bora acordar!

Viu que na última semana o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou a Taxa Selic para 7,75%? Já falamos sobre isso, lembra? A Taxa Selic é a mamys da economia e a alteração dela afeta todo o sistema financeiro. Pra simplificar, o Sistema Especial de Liquidação e Custódia (daí o nome Selic), é um instrumento do Banco Central pra manter os preços das coisas controlados.

Você tá sentindo no bolso a inflação aumentando o preço de absolutamente tudo o que você compra – eu sei, rs. E é justamente pra tentar controlar os preços e garantir a estabilidade da economia que o Banco Central eleva a Selic, pra tentar evitar descontroles de preços.

Agora essa mudança significa muitas coisas e sempre que a taxa sobe ou desce, as pessoas ficam em dúvida sobre qual o impacto disso nas nossas vidas, especialmente para quem é investidor, então vamos por partes.

A alta da Selic beneficia os investimentos de renda fixa, ou seja, aqueles produtos que tem uma taxa pré-definida, então você já sabe quanto vai render na hora da aplicação. Alguns exemplos são os títulos públicos do governo federal (Tesouro Direto), Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelos bancos, as letras de crédito, debêntures, entre outras opções. Todos esses investimentos tendem a ter uma rentabilidade maior com a Selic elevada, mais um motivo pra você começar a investir, criatura, porque agora tá ficando mais interessante (R$R$R$).

Uma das áreas mais afetadas com a nova alta da Selic são os encargos bancários, que passam a operar com um preço mais alto. Isso significa que se você pensa em solicitar um empréstimo ou financiamento, essa não é a hora – aliás, vamos se organizar pra evitar pagar juros pra banco, né?. Mais inteligente neste momento, é dar uma segurada no seu dinheiro e evitar fazer dívidas porque os juros tendem a aumentar e muito, então, nada de cair no cheque especial, de pagar fatura parcial do cartão de crédito ou fazer qualquer outra bizarrice financeira – tipo comprar como se não houvesse amanhã na Black Friday que tá chegando – que te empurre para o precipício do endividamento.

Então, é simples: para quem tem investimento em renda fixa, é um bom momento, bom porque as suas aplicações acabam rendendo mais, principalmente para os títulos que se baseiam pela própria taxa selic e a taxa CDI que acaba acompanhando essa alta também. Se você já começou a investir, sabe do que eu tô falando, mas se você ainda não começou nem a formar sua Reserva de Emergência, quero te resgatar já, porque o melhor momento pra começar, já passou e o segundo melhor, advinha? É agora.

Então, se liga nas projeções. Todo mundo tá na maior expectativa de que a Taxa Selic suba ainda mais na próxima reunião do Copom, em dezembro, chegando a um patamar acima de 8,5%. Isso quer dizer que a poupança também vai ser impactada com essa mudança, e mesmo não sendo o melhor investimento em renda fixa, com a Selic acima de 8,5%, o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês.

Então lembre-se: além de evitar dívidas, é importante guardar um dinheiro e aplicar em algum investimento. Por que já tô cansada de dizer: deixar o dinheiro parado na conta é sinônimo de perder dinheiro, e a gente não quer isso, né? Lembre-se que, mesmo com a alta da Selic, a inflação ainda está altíssima, então eu repito: investir é urgente! O que você tá esperando mesmo?

Vamos falar mais sobre isso? Te espero no instagram pra gente papear! Beijos e até a próxima coluna.

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Veja também: Por que você precisa perder o medo de investir já!