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Briga política

Governador em exercício Major Rocha exonera procurador-geral do Estado

Em coletiva, Rocha afirmou que a decisão é uma forma de "proteção do Estado e da Procuradoria", contra possíveis irregularidades no pagamento de precatórios no Acre. Em nota, João Paulo Setti (foto) disse que, como cidadão, é seu dever acatar as decisões das autoridades constituídas

O vice-governador Major Rocha cumpriu o que disse há dias atrás, em um blog de política e em sites locais: que não teria problema em exonerar secretários de Estado. Nesta quarta-feira, 3, o anúncio se confirmou. Assumindo o cargo de governador, com a ausência de Gladson Cameli, que participa essa semana da 26ª edição da Conferência das Nações Unidas para Mudança Climática (COP), na Escócia, Major Rocha comunicou a exoneração do procurador João Paulo Setti, do cargo de Procurador-Geral do Estado.

O anúncio foi feito durante entrevista coletiva. Segundo o governador em exercício, a decisão é uma forma de “proteção do Estado e da Procuradoria”, contra possíveis irregularidades no pagamento de precatórios no Acre,  tendo como suposto envolvido o procurador João Paulo Setti. “A finalidade é retirar a PGE e o Estado dessa discussão de suposta prática de crime”, salientou Rocha.   

Que assumirá o cargo de Procurador Geral do Estado será o Procurador-Geral Adjunto, Leonardo Silva Cesário.

Em nota, João Paulo Setti disse que, como cidadão, é seu dever acatar as decisões das autoridades constituídas. “Mesmo não entendendo tal atitude, como servidor público e cidadão é meu dever acatar as decisões das autoridades constituídas e continuar trabalhando pelo bem do Estado do Acre. Sigo honrando o nosso Estado e procurando contribuir com o governador Gladson Cameli, nessa árdua missão de melhorar a vida do nosso povo. Sigo defendendo e confiando nas instituições da Justiça”, afirmou Setti.

A exoneração de João Paulo Setti é mais um capítulo da briga política entre o vice-governador Major Rocha e o governador Gladson Cameli. Setti é tido como um dos principais homens da confiança do governador, que, segundo fontes do Palácio Rio Branco, já programa a antecipação da volta para o Acre para evitar mais desgastes políticos na administração.

“Ele não pode ficar tirando procurador dessa forma e espero que isso não seja para querer tumultuar a política do Estado”, afirmou Gladson.