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Vacinação

‘Acredito que para entrar na Igreja tem que ter o passaporte de vacina’, defende Padre Mássimo Lombardi

Padre Mássimo fala sobre a importância da vacinação e a restrição de pessoas não vacinadas em locais públicos

No dia 23 de dezembro de 2021, foi sancionada uma lei que estabelece as Igrejas e Templos de qualquer culto como atividade essencial, em períodos de calamidade pública no Acre, e vedou o fechamento total destes locais.

Desde o início da pandemia do Covid-19 até esta terça-feira,4 , 1.852 pessoas morreram por conta do vírus e mais de 88 mil foram infectadas, no Acre. A vacinação contra o vírus começou no ano passado, mas ainda enfrenta resistência por parte da população. No Acre, pessoas chegaram a protestar contra a exigência do passaporte da vacinação, exigência do estado desde dezembro. Um dos líderes da Igreja Católica na região, Padre Mássimo Lombardi, em entrevista ao site A Gazeta do Acre, defendeu a importância da imunização.

No dia 23 de dezembro de 2021, foi sancionada uma lei que estabelece as Igrejas e Templos de qualquer culto como atividade essencial, em períodos de calamidade pública no Acre, e vedou o fechamento total destes locais. Mas a exigência do passaporte de vacinação para lugares com mais de 100 pessoas também cabe aos templos religiosos. Para o Padre Mássimo, a vacina é a resposta para um ano novo melhor que o passado. Ele afirma que devemos seguir os exemplos de outros países que comprovaram a eficácia de realizar o lockdown.

“O lockdown tem que se dar para pessoas não foram vacinadas ou que não quiseram se vacinar, elas tem que ficar em casa. Nós precisamos realmente exigir, pelo bem comum, pela segurança geral que quem não é vacinado tem que ficar em casa, não vá trabalhar, não vá à Igreja”, afirma.

A vacinação para as crianças a partir dos 5 anos de idade deve começar em janeiro de 2022, segundo o Ministério da Saúde. O tema também virou discussão entre a população, e em dezembro um grupo de manifestantes chamou atenção por protestarem contra a exigência da imunização das crianças e o passaporte de vacina. Mas para Mássimo a ciência ainda é a melhor resposta.

“Acredito que para entrar na Igreja tem que ter o passaporte de vacina, porque é um perigo para os outros. Então você tem que sair de casa vacinado e isso deve ser também com as crianças. Acredito que tem que levar a sério essa vacinação das crianças também ou sejam fé em Deus, mas também a nossa colaboração”, defende.

“Temos que fazer nossa parte, porque  a gente não pode ter uma fé sem fundamento”, defende Mássimo.

O Padre também reforça que a Igreja deve sempre plantar a esperança nos corações da pessoas, mesmo numa situação de tempestade, a religião ensina que é preciso ter fé de que a tempestade vai passar. Entretanto, Mássimo cita a frase “Ajuda-te que Deus te ajuda” para explicar que é preciso agir para encontrar o caminho dessa fé.

Então se de um lado a gente insiste na fé, em dias melhores, na esperança que algo novo vá acontecer a gente insiste também na nossa colaboração (…) Temos que fazer nossa parte, porque  a gente não pode ter uma fé sem fundamento. Nós precisamos acreditar na ciência, fazer nossa parte, vacinação em massa… e certamente isso vai evitar que a situação piore (…)Precisamos de disciplina e unidade”, explica Mássimo.

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