Gladson Cameli exige melhor serviço telefônico

Em meio a críticas de toda ordem e até denúncias de prejuízo econômico do comércio local  em virtude do péssimo serviço telefônico de celular oferecido  pela operadora Vivo em Cruzeiro do Sul e Vale do Juruá em geral, o deputado Gladson Cameli (PP)  decidiu solicitar ontem, 8, audiência, em Brasília,  no Ministério das Comunicações. O objetivo é oficializar  queixas e reclamações da população do Juruá contra a Vivo e exigir providências por parte das autoridades do setor. “A população quer não penas uma resposta aos contratempos enfrentados, mas também uma solução ao problema do telefone”, disse.

Segundo as reclamações encaminhadas ao deputado, os usuá-rios da Vivo destas localidades, na grande maioria das vezes, não conseguem  completar a ligação. Quando conseguem, depois de muito esforço, não ouvem e não são ouvidos pela pessoa do outro lado da linha. “A situação, pelo que foi dito, é crítica e exige uma resposta da empresa”, resume o parlamentar. Em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do Estado, são dezenas as pessoas que procuram toda a semana os meios de comunicação para comunicar o abuso e o descaso com toda uma população que não consegue se comunicar  entre si, muito menos com outras cidades e estados. Muitas vezes, afirmou Gladson, a situa-ção fica insustentável.

A bem da verdade, o clima no Juruá, já há algum tempo, é de completa insatisfação com os serviços prestados. E não é para menos – são deficientes físicos que dependem do telefone para falar com os pais, pais que não conseguem falar com os filhos e um comércio que conta os prejuízos da falta de um serviço telefônico condizente. E o agravante fica por conta de promoções realizadas pela própria Vivo que nenhum usuário consegue utilizar. Como último recurso,  resta o Call-Center, serviço de atendimento ao público que, no final, também deixa a desejar. Segundo os usuários, o Call-Center serviço sempre coloca a culpa no aparelho e nunca assume a deficiência da operadora.

O deputado, no final, espera que a empresa responsável tome as providências cabíveis, em tempo hábil. O fato é que muitos usuários já apelaram aos órgãos de defesa do consumidor e Justiça como forma de fazer valer seus direitos e apressar para que as medidas necessárias sejam tomadas para satisfazer as necessidades da população.

 

 

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