Barbárie, não

As autoridades de Segurança, com laudos da polícia técnica, acompanhamento do Ministério Público, tem uma obrigação a fazer: esclarecer a morte de um detento dentro do presídio de segurança máxima Antônio Amaro.

Mesmo com a nota já expedida pela direção do Iapen, afirmando que teria sido suicídio, é preciso ir mais a fundo nas investigações, considerando as circunstâncias e as seqüelas constatadas no preso – hematomas e um talho profundo na cabeça.

Como afirma um juiz de Direito, em artigo que está sendo publicado neste jornal, não se trata de defender criminosos, estupradores, no caso. Trata-se de resguardar os princípios legais, a fim de que não se instaure a barbárie.

Até mesmo, como o juiz afirma, proteger os interesses da sociedade, que paga e paga caro com seus impostos para manter o sistema car-cerário, cujo retorno em reeducação e ressocialização é pífio.

A sociedade espera, portanto, que o mais breve possível esses esclarecimentos venham a público para dissipar todas as dúvidas e suspeitas. O Ministério Público, de modo particular, precisa fiscalizar mais de perto o que vem ocorrendo nos presídios do Estado, que estão superlotados e com freqüência são palcos dessas tragédias.
 

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