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Polícia Federal prende taxista “coiote” tentando passar com imigrantes ilegais

Agentes da Polícia Federal lotados na delegacia da cidade de Epitaciolândia, distante 245 km da capital do Acre, prenderam em flagrante, E. A. F. de 26 anos natural da cidade de Assis Brasil, fronteira com o Peru, tentando levar clandestinamente quatro haitianos até Rio Branco.

O caso só foi descoberto graças a desconfiança dos agentes quando uma mulher (não identificada), buscou informações sobre imigração na delegacia da PF e resolveram seguir-la até o carro que estava estacionado cerca de uma quadra do prédio.

Ao chegarem no veículo, encontraram quatro haitianos; Roody Fiils (26), Humbert Poul (22), Souttiant Jhonny (23) e Remy Willy (23), esperando a mulher com as informações juntamente com o motorista. Ambos estavam sem o visto de entrada no Brasil, portando apenas poucos documentos pessoais.

Todos já haviam voltado do entroncamento de Xapuri quando foram parados na barreira da Polícia Rodoviária Federal, por estarem sem o visto de entrada no Brasil. O suposto taxista, que não tem licença e nem placas, havia sido ‘contratado’ pelos haitianos por cerca de U$ 600 dólares americanos, para serem lavados até Rio Branco.

E. A. F. foi enquadrado no Artigo 125, Inciso XII, do Estatuto do Estrangeiro: “introduzir estrangeiros clandestinamente ou ocultar clandestino ou irregular”, podendo pegar pena até três anos, além de multa por cada pessoa de até R$ 800 reais.

Mesmo sabendo que estava agindo de forma ilegal, ainda usou de má fé para tentar ludibriar os agentes dizendo que nada sabia. Dia antes da detenção dos quatro, um havia se apresentado normalmente com orientação de um pastor protestante.

O ‘taxista’ pagou fiança de quase dois mil reais e foi liberado, mas responderá criminalmente processos junto ao Ministério Público Federal posteriormente. Os quatros haitianos serão ouvidos e possivelmente deportados.

Rota para imigrantes ilegais de vários países
No início do ano, vários haitianos, marroquinos, turcos, libaneses, equatorianos, entre outros, já foram barrados tentando entrar de forma ilegal vindos pela cidade de Assis Brasil, fronteira com o Peru e Bolívia.

No caso dos haitianos, além de alguns serem presos transportando entorpecentes, estes criaram uma rota vindo do seu país que é considerado o mais pobres das Américas, estariam fugindo de catástrofes como o terremoto ocorrido em janeiro onde pelo menos 200 mil pessoas morreram, 300 mil ficaram feridas, 4 mil foram amputadas e um milhão de desabrigados.

Muitos que estão fugindo da pobreza usando uma rota pelo mar, passando pelo Equador onde não é necessário apresentação de qualquer documento, depois o Peru e Bolívia aproveitando de alguns pontos que não ofereçam maiores barreiras como o Acre, indo para grandes centros do Brasil em busca de melhores condições de viver.

Segundo informações, a preocupação por parte das autoridades brasileiras, seria a infiltração de terroristas internacionais em solo brasileiro. Mas, com o pouco policiamento e falta de estrutura para combater entrada de clandestinos, de cada 10 que tentam, apenas quatro são detidos.

Neste ponto, o Governo Federal teria que fazer investimentos milionários na fronteira do Acre, tanto em equipamentos quanto homens para fiscalizar milhares de quilômetros que estão abertos para imigrantes ilegais, narcotraficantes e até mesmo, terroristas.

Somente na cidade de Cobija, capital de Pando (Bolívia), na fronteira do Acre, existe muitos estrangeiros esperando uma oportunidade de entrar no Brasil clandestinamente.  (O alto Acre)