Frente Evangélica promete unidade nos debates da Aleac

Os nove deputados estaduais evangélicos se uniram para formar a Frente Evangélica da Aleac. Apesar de eventualmente já estarem se reunindo para debaterem temas de interesses das comunidades evangélicas acreanas, ontem, a formação da Frente Parlamentar foi oficializada. A intenção é que o grupo seja pluripartidário e possa refletir os anseios das dezenas de denominações das igrejas evangélicas do Estado.
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Um dos principais articuladores da Frente é o deputado Jonas Lima (PT). Ele alega que é preciso esclarecer as pessoas sobre os posicionamentos das comunidades evangélicas. “A sociedade julga que somos contra os homossexuais. Não é isso. A nossa frente é a favor da família. Criou-se na última eleição um sentimento negativo contra a FPA. Tivemos dificuldades nas igrejas evangélicas com a saída do deputado Henrique Afonso (PV/AC). Algumas pessoas achavam que o PT estava perseguindo os evangélicos. Mas isso não é verdade porque o PT trouxe a dignidade para todos os acreanos indiferente da religião. Estou criando essa Frente para levar para as igrejas a mensagem de que a sociedade pode viver em harmonia com todas as religiões”, disse ele.

Já o deputado Ney Amorim (PT) acredita na importância das igrejas evangélicas para a formação social do Estado. “Nós acreditamos no trabalho de resgate de viciados em drogas que os evangélicos fazem. É importante que estejamos criando essa Frente. Existem debates feitos de maneira isolada pelos evangélicos. Quando se cria uma Frente Parlamentar é possível fazer os debates polêmicos dentro de um fórum apropriado para dar o encaminhamento e encontrar um caminho único”, avaliou.

Walter Prado (PDT) prega que a Frente Evangélica lute contra as injustiças. “É uma idéia que nasce de um sentimento das pessoas evangélicas para que a gente possa lutar conjuntamente nas questões injustas. Por exemplo, faz mais de dois anos que índios vivem em Sena Madureira bebendo cachaça e se prostituindo e o poder político até hoje não agiu. Nós vamos agir de forma política e unida. Vamos trabalhar em todas as questões que afetem os direitos humanos”, afirmou.

O pastor e deputado Denilson Segóvia (PSC) também avaliou a importância da união dos parlamentares evangélicos. “Temos que focar temas universais aos evangélicos. Em defesa da política contra o aborto e a pedofilia. O Governo do Acre se distanciou dos evangélicos em função de alguns temas que não contemplavam as nossas comunidades. Temas que o partido do Governo defendia como o aborto e o homossexualismo”, argumentou.

Para Astério Moreira (PRP) o Acre segue o exemplo de outros estados. “A Frente que está sendo criada já existe em outros estados e no Congresso Nacional. Nós vamos trabalhar nos mesmos moldes. A Frente é supra partidária e vamos defender políticas públicas que privi-legiem as famílias, como o combate as drogas e a recuperação dos dependentes. A gravidez precoce e as milhares de crianças e adolescentes que estão em situação de risco”, ponderou.

Jamyl Asfury (DEM) acha que a organização dos evangélicos está criando novas linhas de pensamento político. “Os evangélicos fazem políticas sociais e entram em contato com as deficiências do Estado. Por causa disso surgem idéias novas que são interpretadas como oposicionistas, mas isso não é verdade. Temos a consciência do que está sendo feito, mas também temos a idéia daquilo que deve e precisa melhorar”, salientou.

 

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