Até quando?

Dirigentes da empresa de abastecimento d’água da cidade, o Saerb, podem até afirmar que a situação está sob controle, mas não podem ignorar e reconhecer que a cada “verão” que passa, a situação do Rio Acre torna-se mais crítica, insustentável.

Nesses últimos dois dias, a empresa viu-se obrigada a suspender o fornecimento para fazer serviços de manutenção e instalar uma segunda bomba flutuante para captar a água. Por enquanto, é uma solução que tem dado certo, mas o que se pergunta é até quando este recurso poderá ser usado.

 O problema maior que não pode ser ignorado é que, independentemente de soluções emergenciais ou mesmo condições climáticas, o Rio Acre, que no passado já ‘comandou a vida’ neste Estado, está se acabando devido à poluição, ao desma-tamento de suas matas ciliares, a ocupação desordenada de suas margens, ao agrotóxico e outras agressões ambientais.

Portanto, enquanto não se tomar consciência dessa realidade e não se combater essas causas, a tendência é uma degradação cada vez pior, até chegar ao colapso de um dos poucos, senão único, manancial de água para abastecer a cidade.

 

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