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Mais de 4 mil correspondências são resgatadas da Utre em Rio Branco pela Polícia Federal

Uma denúncia, de que um carro oficial dos Correios esteve na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRE) e jogou correspondências ali, foi feita à Polícia Federal. O material estava sendo descartado com o lixo comum. Apenas no último dia 11, foram resgatadas mais de 4 mil cartas e encomendas, algumas delas violadas.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Flávio Alencar, algumas centenas de cartas foram recuperadas do lixo, mas não se sabe se foi um caso isolado já na UTRE, além do intenso tráfego de caminhões, após o despejo um trator e terra são utilizados para aterrar os resíduos.

“Alguns endereços são fáceis de encontrar, mas por algum motivo, foram parar no lixo e esse não é a destinação correta para as correspondências. Algumas correspondências possuem a devolução eletrônica, então é passado o leitor de código de barra, assim a empresa que mandou a correspondência fica sabendo que foi enviado e não entregue ao remetente, então a carta poderá ser destruída seja picotada ou incinerada”, explica.

Jornais comerciais, cartas de cobrança, cartas bancárias, cartas de crianças e outras constam no montante apreendido pela Polícia Federal. A pena para o crime de violação ou destruição de correspondência está previsto no artigo 151 do código penal com penas de detenção de um a três anos.

O delegado solicitou o relatório de destruição dos Correios que apresentou um número aquém do resgatado na UTRE pela Polícia Federal. Pela lei, as correspondências pertencem ao remetente até a entrega ao destinatário. De acordo com Alencar, uma perícia foi feita no local e o laudo deverá sair nos próximos dias.

O diretor Regional dos Correios, Samuel Nolasco, foi chamado a sede da PF para prestar esclarecimentos e se comprometeu a instaurar uma sindicância para apurar o que aconteceu para que correspondências fossem jogadas no lixo, algumas delas violadas, segundo Alencar. “Ele ficou muito preocupado com a situação, inclusive, designou uma equipe para triagem das cartas”, destaca o delegado.

Flávio Alencar destaca que a Polícia Federal está atenta as reclamações da população. “Percebemos que as reclamações estavam crescendo em relação a não entrega das correspondên-cias nas residências das pessoas. Vamos identificar e punir os responsáveis”, confirmou. O diretor regional dos Correios, Samuel Nolasco, não foi encontrado pela equipe de reportagem de A GAZETA para comentar o assunto.